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Comentários efectuados por Filipecanelas

  • Filipecanelas comentou a entrada "Opinião sobre a reportagem ver para contar “cegos”, inserida no programa Mudar de Vida, da RTP 1" à 10 anos 8 meses atrás

    Meus caros amigos.

    Quero agradecer sinceramente os vossos comentários.
    Fico muito satisfeito por perceber que foram expressos vários pontos de vista, e acreditem que é com muito agrado que leio todas as opiniões, porque quando se consegue estabelecer um debate sério, sem preconceitos, sem limitações de ordem ideológica, e essencialmente com elevação e educação, é algo muito positivo, porque como diz o nosso caríssimo companheiro Nidros, creio que nenhum de nós tem a pretensão de ser o dono da verdade.
    O Daniel levantou uma questão curiosa. Se bem percebi aquilo que ele defende é que a jornalista estava a representar uma pessoa que tinha acabado de cegar, e que não tinha necessariamente de ser pedagógica, apenas tinha de ser verdadeira, e tentar mostrar a reacção de um cego recente.
    Até aceito esta tese. A questão no meu ponto de vista é que este trabalho não foi uma simples peça jornalística. Foi uma reportagem informativa, que deveria também ter a componente pedagógica. E aí é que eu penso que o caminho seguido deveria ser outro, porque realçar o comportamento de uma pessoa que acaba de cegar, não me parece relevante, e não espelha nem pouco mais ou menos, aquilo que pode ser a vida da pessoa quando se reabilitar.
    Se formos por aí, também podemos começar a mostrar a reacção daqueles que acabam por ficar tetraplégicos, amputados etc. Não faria sentido! Porque seja qual for a limitação, ela exige sempre um tempo de adaptação, preparação, habilitação e reabilitação.
    Também fiquei muito sensibilizado com o testemunho da Patrícia, ainda para mais vindo ele na primeira pessoa. Não duvido nada que a maioria das reacções à reportagem tenha sido positiva. No entanto, creio que o feedback podia ser ainda melhor se a personagem central da reportagem não fosse a jornalista que se mascarou de cega, mas sim as pessoas reabilitadas, e que podem e devem ser encaradas como exemplos a seguir.
    E sinceramente não acho que isto seja o tradicional bota abaixo. Parece-me que é tempo de os cegos neste caso serem protagonistas das coisas, demonstrarem aquilo que querem, e de uma vez por todas começarmos a olhar para a cegueira como algo natural, como olhamos para outro tipo de patologias.
    Verifico que só em relação à cegueira, é que há a necessidade de vendar os olhos, não sei muito bem para quê. Só se for para maximizar e criar ainda mais preconceitos sobre a cegueira na cabeça daqueles que não convivem diariamente com pessoas cegas.
    Não vejo ninguém a simular outras deficiências, para encarnar a pele do deficiente. Só vejo isso com a deficiência visual. Provavelmente dará que pensar!
    Não me digam que a deficiência visual é diferente de todas as outras. Naturalmente é diferente, mas todos sabemos que em muitos casos até pode ser menos limitativa, logo tudo o que se faz em torno da cegueira para mim é meramente espectáculo para todos verem, menos os próprios interessados que são os cegos!
    Mais uma vez muito obrigado pelos vossos comentários, e agradeço do coração as palavras muito amáveis e simpáticas do nosso caríssimo Nidros.

    Um abraço para todos.
    Filipe.

  • Filipecanelas comentou a entrada "Comprar a partir de Casa com o Continente Online" à 11 anos 1 mês atrás

    Viva Daniel.

    Confirmo que o montante que referiste está estipulado internamente, mas creio que eles são bastante flexíveis. A ideia é mais para evitar que um cliente peça uma Piza, ou num caso extremo que lhe levem o jantar a casa, exigindo a gratuitidade da entrega.
    Acho que aí tem de imperar a questão do bom senso, e talvez por isso se tenha estipulado um limite.
    Relativamente ao site, estou de acordo contigo. Creio que estamos a falar mais na vertente da usabilidade, mas tens toda a razão que poderia ser feito melhor, até porque isso é tão importante do que a acessibilidade propriamente dita.
    Em relação à segurança no pagamento subscrevo na íntegra aquilo que disseste, pelo que não acho preciso referir mais nada.

    Abraço.
    filipe

  • Filipecanelas comentou a entrada "Medidas para aumentar a segurança pessoal de um cidadão deficiente visual" à 11 anos 2 meses atrás

    Caros José Filipe e Céu.
    Obrigado pelos vossos comentários.
    Relativamente ao multibanco, queria deixar uma ressalva.
    É verdade que a segurança aí existe, quanto mais não seja porque todos os bancos têm sistemas de vídeo vigilância. Mas eu raramente opto por levantar dinheiro nessas caixas, porque o software nem sempre é igual, mesmo dentro de caixas do mesmo banco. E apesar de enquanto estamos dentro do banco, a probabilidade de termos problemas ser reduzida, ao sair as coisas poderão não ser bem assim. E aí já não temos as câmaras de vídeo vigilância!
    Quando estou sozinho não vou a essas caixas não!

    Um abraço.
    Filipe.

  • Filipecanelas comentou a entrada "Os diferentes modelos de bengalas" à 11 anos 3 meses atrás

    Daniel.

    Obrigado pela tua partilha, para mim foi muito útil.
    Já ouvi muitos comentários sobre as ambutech, mas apenas as usei esporadicamente, e por isso não posso ter uma opinião formada.
    Relativamente à questão que fazes sobre as de grafiti, realmente há uma diferença grande em relação às Madrid, enquanto estas os tubos com o tempo começam a descascar, e a Bengala torna-se francamente feia, nas de Grafiti pelo menos a mim isso nunca me aconteceu.
    Quero ainda deixar outra sugestão que provavelmente tu usas, mas mesmo assim aqui vai.
    Ao abrir a bengala devemos fazer por a abrir manualmente tubo a tubo.
    Por vezes há aquela tentação de a largar, esperando que ela se abra, mas o que sucede é que com essa técnica as extremidades dos tubos batem umas nas outras, o alumínio começa a ficar com rugas, e isso corta o elástico.

    Um abraço.
    Filipe.

  • Filipecanelas comentou a entrada "Os diferentes modelos de bengalas" à 11 anos 3 meses atrás

    Então aqui fica o relato da minha experiência.
    Vou falar das bengalas que usei pelo menos um ano.

    Madrid.
    Existem duas Madrids, a um e a dois. A Um é aquela que tem punho de esponja, a 2 é a que tem punho normal.
    Usei as duas. A bengala Madrid 1 é mais leve, tem o tal punho em esponja, que para mim dá-me um grande conforto, mas que tem a desvantagem de no verão soar bastante a mão, e de ir rasgando com facilidade.
    Mesmo assim eu gostei mais da Madrid 1.
    Ambas são constituídas por 5 pauzinhos, todos com o mesmo tamanho.
    Os pontos fortes da Madrid são:
    Muita rigidez. De facto a Bengala não abana mesmo nada. Aqueles orringues que ela tem, dão-lhe uma rigidez extraordinária.
    Transmite-nos uma grande segurança. É uma excelente Bengala sem dúvida.
    Pontos fracos.
    Para quem gosta de ponteira rotativa, ela desgasta-se muito rapidamente. Como se não bastasse são relativamente caras.
    Apesar de eu não usar ponteira rotativa, deixa aqui esta nota.
    Podia ser um bocadinho mais leve.
    O elástico não é duplo, e rebenta com muito mais facilidade.

    Bengalas Grafiti advantaje.
    Existem dois modelos grafiti. Um que é composto por 5 pauzinhos, e outro modelo composto por 7, que é bem mais fino.
    Vou falar para já da mais grossa, portanto da que é composta por 5, porque se trata de um modelo idêntico às Madrid.
    É uma bengala mais leve do que a Madrid.
    Não tem tanta rigidez abana mais, os orríngues que ela tem não fazem o efeito desejado.
    A ponteira rotativa da Bengala é mais grossa, e dura muito mais tempo do que a ponteira da Madrid.
    O punho é em borracha, e é muito mais resistente do que o punho de esponja da Madrid. Acaba por ser mais confortável, porque o punho não se deteriora com o tempo.
    Se tivesse de escolher entre a Advantaje e a Madrid, talvez fosse para a Madrid, Embora a advantaje seja também uma excelente solução, perdendo no entanto para a questão da rigidez, o que para quem anda muito pode fazer toda a diferença.
    As bengalas advantaje de sete pauzinhos são feitas com os mesmos materiais.
    A diferença é que são mais fininhas, muito mais leves, e dobradas ficam mesmo muito pequenas.
    Há quem defenda que transmitem menos segurança, eu sinceramente não senti isso.

    Bengala Telescópica.
    É uma bengala muito leve. Mas cuidado. Não recomendo para uma utilização intensiva.
    A bengala abre e fecha como se fossem aqueles guarda-chuvas de encolher. Ela fechada fica mesmo fininha, e tem um estojo próprio.
    É muito adequada para andar em locais fechados, sem grandes obstáculos. Por exemplo se for de férias para um hotel.
    A grande vantagem como já disse é o facto de ser mesmo muito prática para arrumar, e de esteticamente ser diferente, e causar um óptimo impacto.
    As desvantagens são o facto de ser muito frágil, parte com muita facilidade, por isso é preciso dominar muito bem as técnicas da bengala para poder movimentar-se com ela.
    Por outro lado temos de estar sempre atentos porque ela encolhe com alguma facilidade, e de vez enquando temos de ir com a mão puxar a ponta da bengala.
    Eu gosto mesmo muito desta bengala, adapto-me bem, regra geral só ando com ela ao fim-de-semana e quanto tenho de fazer viagens curtas. Mas conheço muita gente que não se adaptou.
    Aqui fica o meu testemunho.

    Um abraço para todos.
    Filipe

  • Filipecanelas comentou a entrada "O sistema GUIO Solid Step" à 11 anos 5 meses atrás

    Caros amigos.

    Em primeiro lugar, quero salientar a qualidade deste debate, a excelência dos intervenientes e a elevação, que só engrandece a discussão e contribui grandemente para o esclarecimento.
    Em segundo lugar, e visto que o sistema já está disponível em dois centros comerciais do país, aconselho vivamente toda a gente a experimentá-lo.
    Nós deficientes visuais queixamo-nos e com razão dos preços proibitivos a que são comercializados certos produtos, alguns de utilidade francamente inexistente, temos agora uma boa oportunidade para experimentar um sistema diferente, com muito potencial e assima de tudo gratuito.
    Terceiro. Espero que este sistema seja utilizado massivamente para que ele possa evoluir ainda mais com a experiência dos utilizadores, e para que a sua continuidade seja viável.
    Em quarto lugar, vou falar da minha experiência como utilizador deste produto, e para dizer o seguinte:
    O sistema em si é muito interessante, desde logo pelo seu carácter inovador.
    Fiquei muito agradado com a mensagem do nosso companheiro amblíope, ele trouxe à coacção um assunto extremamente pertinente que é a especificidade da baixa visão.
    Como dirigente associativo, não tenho nenhuma reserva mental em reconhecer que o companheiro tem a sua razão nas “Queixas” que aqui apresenta sobre a discriminação que é alvo.
    Uma coisa o seu testemunho foi importante.
    Ao que parece, este sistema já permite que os amblíopes possam atingir um elevado grau de satisfação, ideia esta que reforço também com a mensagem do nosso companheiro Jorge Leite que afirmou que também se conseguiu orientar nos dois centros comerciais.
    E se actualmente este sistema já ajuda bastante os nossos companheiros com baixa visão, isso é algo que me deixa satisfeito, considerando que o sistema é ainda muito recente, e que tem uma margem de progressão muito grande.
    Também não deixa de ser verdade que são os amblíopes aqueles que neste momento, e tendo em conta a realidade que vivemos, serão os mais potenciais clientes acídulos dos centros comerciais, e que actualmente acabam por se ver perdidos pelo facto de não conseguirem ver o nome das lojas e serviços, e também à que reconhecer, são altamente prejudicados pelas barreiras nas escadas rolantes, porque enquanto uma pessoa cega com Bengala ao fazer a técnica correcta, apesar da dificuldade sempre consegue detectar as respectivas barreiras, e por outro lado os utilizadores de cão-guia e os amblíopes são os que experimentam mais constrangimentos na mobilidade nas referidas escadas.
    Em quinto lugar, e fazendo-me valer do conhecimento que tenho de outros projectos com finalidades em tudo similares, e do distanciamento que mantenho em relação a todos eles , não posso deixar de referir que em Portugal ainda ninguém implementou um sistema com estas características: Discreto, funcional, simples, versátil e ágil também para quem vai gerir a informação a dar aos visitantes.
    Numa análise sintética, direi que o sistema já serve bastante bem as necessidades dos amblíopes, e em relação aos cegos, falando por mim, já ajuda bastante, porque creio que ao conhecer o centro comercial através do directório táctil, e com as coordenadas que o sistema nos dá, já nos permite uma boa mobilidade, isto pese embora poder evoluir para patamares que já foram mencionados e bem pelo Daniel.
    Creio com franqueza que o sistema está no bom caminho, e na direcção certa.
    algumas vantagens que comprovam aquilo que eu digo.
    Desde logo a facilidade na actualização de novas mensagens.
    Tendo em conta que este sistema trabalha com vulgares cartões de memória SD e com ficheiros wav e mp3, e também considerando o facto de nos centros comerciais estarem constantemente a surgir novas lojas e serviços, estamos perante um sistema que permite ter a informação sempre actual, algo nada fácil, inclusive com soluções que já foram apontadas amiudadas vezes.
    Conhecendo eu a evolução que o produto teve e a qualidade dos técnicos que nele trabalham, não tenho dúvida em dizer que o futuro será risonho.
    Seria uma pena não aproveitarmos as potencialidades de um produto como este, quando como referi anteriormente não temos ao nosso dispor nenhum sistema que possa ser trabalhado de forma a se tornar uma ajuda efectiva a cegos e amblíopes na sua locomoção em edifícios públicos.
    Como nota final, permitam-me dizer-vos, que outra coisa que me agradou neste sistema, foi o facto de todo ele ser desenvolvido em Portugal.
    Uma empresa Portuguesa, mão de obra nacional, todo o software e hardware foi criado e desenvolvido aqui.
    O facto de podermos facilmente contactar com os desenvolvedores fazendo-lhes chegar as nossas sugestões, é em minha opinião uma vantagem muito considerável.

    Um abraço para todos.
    Filipe Azevedo.

  • Filipecanelas comentou a entrada "prioridade numa repartição pública" à 11 anos 9 meses atrás

    Prezado Rogério.

    Também sou apologista de uma atitude pedagógica e se possível com um sorriso no rosto.
    Não concordo nada com a imagem do revoltado.
    Porém em determinadas situações, impor a razão é particularmente complicado, sobre tudo quando a outra parte mostra uma ignorância crassa, que chega ao extremo de dizer que um cego tem todo o tempo do mundo para ser atendido, deixando transparecer que para ela os cegos nem sequer trabalham.
    Aí, para evitarmos altear a voz, originando uma discussão inútil e estéril, um dos caminhos possíveis é utilizar frases que de certa forma apelem à racionalidade.
    Eu tenho a sensação que para certo tipo de pessoas, isso entra melhor do que uma argumentação bem construída.
    Para além de que, seria preciso que a outra parte estivesse receptiva aos nossos argumentos, e nós próprios também com disponibilidade mental e de tempo para lhe os dar.
    A mim já me aconteceu muitas vezes ir de pé no comboio, agarrado a um ferro perto de um banco reservado a pessoas com mobilidade reduzida. Nunca por minha iniciativa dirigi-me a quem lá estava sentado, pedindo para sair, porque aquele era um lugar reservado.
    Por vezes o próprio revisor é que pede à pessoa para sair. Mas se numa situação hipotética, o revisor pedisse ao passageiro para desocupar o banco, e este alteasse a voz, seria altamente desconfortável para qualquer um de nós, que não tínhamos pedido nada, e vereamo-nos ali metido no meio sem nada fazer por isso.
    Claro que a pedagogia é sempre o caminho mais sensato, desde que como digo a outra pessoa esteja disposta a aceitar a racionalidade e não adopte uma postura fundamentalista.
    De qualquer forma respeito o seu ponto de vista.
    Um abraço.
    Filipe.

  • Filipecanelas comentou a entrada "prioridade numa repartição pública" à 11 anos 10 meses atrás

    Olá, Cecília Valentina.

    Agradeço a importância que deu a esta história que eu fiz. Vêsse que está sempre atenta aos meus escritos, é reconfortante.
    Pena é que não tivesse absorvido a profundidade da mensagem, e partisse para uma interpretação puramente literal.
    É daquelas coisas em que os olhos que tem na cara não lhe servem para nada. Melhor fora que tivesse os olhos da mente bem abertos, para que então sim pudesse vir comentar esta história no plano que ela merece ser analisada.
    Evidentemente estamos a falar num sentido meramente metafórico. Uma senhora que não percebe que uma pessoa cega tem direito à prioridade no atendimento numa repartição pública, e à alguém que lhe tenta transmitir que se a senhora eventualmente acha que o facto de a pessoa cega ter prioridade é um benefício assim tão extraordinário, tem uma alternativa simples. Fica sem ver, e já passa a ter também prioridade.
    Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso interpretaria a história desta forma.
    Quem só consegue ver o que está à frente dos olhos que tem na face, é que poderia imaginar que um sujeito puxou de canivete, que armou uma desordem descomunal, e já agora, falta mencionar que se chamou a polícia e que o sujeito foi condenado por ter exibido uma arma branca na via pública.
    Esta sua interpretação é do mais fundamentalista que pode haver.
    Com franqueza. Abramos os olhos da mente!
    O próprio Jesus usou centenas de metáforas para fazer passar a sua mensagem. Por isso a esse respeito, estou muito longe de ser original.
    Para ilustrar aquilo que acabo de escrever, colo aqui uma passagem do livro de Mateus, capítulo 5, versículos 29 e 30.
    29 Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti;
    pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o
    teu corpo lançado no inferno.
    30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti;
    pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu
    corpo para o inferno.
    Fim de citação.
    Já viu o quan radical é esta mensagem?
    Aqui, só quem for fundamentalista, achará que a ideia de quem escreveu este texto, passa por incentivar as pessoas a cortarem os seus membros.
    Também quero dizer-lhe que não tenho culpa de não ter mencionado o seu nome na primeira postagem que fez.
    Como é natural não ia evocar o nome de alguém que publicamente não se quis identificar.
    O facto de não estar registada no portal é absolutamente irrelevante. Bastaria colocar o seu nome no final da postagem.
    Também já sou Internauta à muitos anos, sei que felizmente o conteúdo do lerparaver é facilmente indexado por qualquer motor de busca. É para isso que as pessoas fazem os sites e portais, e também é para isso que os bloggers fazem as suas postagens e as tornam públicas, precisamente para serem lidas!
    Quando criei o blog, tive o cuidado de ler a informação que os autores do Lerparaver colocaram no site a esse respeito, e quem tiver feito o mesmo que eu, sabe que sendo um blog pessoal, a responsabilidade dos textos que lá são colocados é do respectivo autor do blog.
    De forma que esta overdose de explicações que deu não me interessam para nada, queira desculpar a sinceridade.
    Diz a Cecília Valentina que nem todos os cegos são como eu. Por maioria de razões direi que nem todos os normovisuais são como a Cecília Valentina. Graças a Deus!
    A grande virtude do ser humano reside no facto de cada um de nós ser único e irrepetível. Se assim não fosse, não passávamos de robots.
    E para mim não existem os cegos e os outros. Para mim temos homens e mulheres e ponto final. Não faço diferenciação, porque isso podia dar a ideia que estava a dividir grupos de pessoas, catalogados em função da sua deficiência. Seria de certa forma um apartheid deficiente!
    Finalmente, quero dizer a todos os visitantes deste meu cantinho, que este blog é pessoal, e que nada tem haver com qualquer associação de e para deficientes.
    Não posso deixar de repudiar a ligação que a Cecília Valentina fez à maior associação de cegos de Portugal, porque felizmente eu tenho vida própria, e como gosto de estar activo, tenho a felicidade de estar ligado a muitas coisas. Mas da mesma forma posso ser cidadão de pleno direito, com tudo que isso implica, designadamente a liberdade de escrever, de opinar, de contraditar, no fundo de participar civicamente em tudo que eu achar por conveniente.
    Ainda por cima a Cecília Valentina nem sequer é sócia, e mesmo assim não se coíbe de dar palpites infelizes sobre a vida da associação.
    E Já agora, saiba que eu também pago impostos, e felizmente estão em dia.

    Filipe Azevedo

  • Filipecanelas comentou a entrada "prioridade numa repartição pública" à 11 anos 10 meses atrás

    Caro (a) anónimo (a)
    É como diz. Se a senhora de facto pretendesse começar a ter prioridade em todas as repartições públicas que fosse, a cena teria de ser mais ou menos como você a descreveu.
    Mas como ela achou que o melhor seria mesmo deixar os seus olhos intactos, lá se convenceu que uma pessoa cega realmente tinha prioridade.
    E eu fiquei todo satisfeito, porque não iria ter coragem de lhe furar os olhos, mesmo que ela dissesse que queria, para começar a ter atendimento prioritário. Ainda bem que ela disse que não quis, se não eu ia ficar mal.

  • Filipecanelas comentou a entrada "Tarifa dois por um da Cp - publicação de uma troca de mensagens, entre mim e a empresa" à 11 anos 11 meses atrás

    Prezada Cláudia.
    Muito obrigado pelo seu apoio. São acertadíssimas as suas palavras. O preconceito infelizmente está ainda muito enraizado na cabeça de muita gente. E quando temos o azar de essas pessoas terem algum poder que de certa forma vai mexer com a nossa vida, então aí a desgraça é total!
    Tenho mesmo para mim que a vida para os deficientes não está nada fácil, e que provavelmente seremos um grupo que a médio longo prazo, vamos sentir na pele muita descriminação.
    Um abraço.
    Filipe.

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