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Comentários efectuados por Luís Medina

  • Luís Medina comentou a entrada "BANIF disponibiliza primeiro site português para invisuais" à 12 anos 5 meses atrás

    O vídeo tinha o audio extremamente entrecortado, por isso, não sei se entendi tudo. De qualquer modo, parece não haver dúvidas de que o projeto foi mal concebido. Do modo como se diz, a impressão é que, sem esta funcionalidade na página do Banif, seria inteiramente impossível que pessoas cegas tivessem acesso às informações do banco. Se esta informação se disseminasse de modo generalizado, todos concluiriam que cegos são bem menos independentes do que realmente o são. No limite, poderíamos imaginar um empregador a pensar: "Preciso de alguém que navegue em todos os sítios e não apenas o do Banif e, como infelizmente nem todas as páginas possuem esta funcionalidade, então, realmente não poderei empregá-lo". Reconheço que esta conclusão é exagerada, mas o que enfatizo é que a idéia que é transmitida é de fato equivocada. Sim, Norberto, podemos ter alguma dúvida do porquê o projeto foi mal concebido, mas que foi, realmente foi. Se estivessem a dizer que o Banif foi o primeiro banco a resolver o problema dos teclados virtuais, bem, isto era outra coisa. Mas o fato é que a adesão aos padrões da W3C, embora muito mais eficaz, não daria um bom comercial.

  • Luís Medina comentou a entrada "POR FAVOR, AJUDEM-ME A PENSAR! PORQUE É QUE ALGUÉM NASCE COM PROBLEMAS NOS OLHOS?" à 12 anos 5 meses atrás

    Crer em Deus não é abandonar a razão, mas simplesmente usá-la de outro modo. Parece-me que Tomás de Aquino e outros expoentes da escolástica representam verdadeiros monumentos da lógica. Sim, estão a falar de algo que não pode ser provado objetivamente. Não há a verificabilidade das ciências. Mas se considerarmos verdadeiro somente o que é verificável, então, pomos de parte quase tudo quanto há no Universo. E, ao fim, quanto crescimento nos teria proporcionado a razão? Se não pode provar, então, simplesmente ignora. E quanta verdade haverá que não se submeta à verificabilidade?
    Deus não é uma verdade científica. É cientificamente possível que ele não exista. Mas se desejo saber porque sou cego e não encontro respostas verificáveis, então, cruzo os braços e lamento? Não. Para isso, existe a filosofia. Nietzsche era filósofo e a seu tempo especulou muita coisa que não se podia verificar.
    Não, não. A verdade se expande porque há gente que se pergunte e, não tendo uma resposta verificável, trabalha com hipóteses, constrói teorias e, examinando a consistência destas ao longo do tempo, sem ter certeza de que são verdadeiras, adota-as.
    A verdade é algo uno. Assim, se algumas religiões defendem certas doutrinas e outras defendem precisamente o oposto, de certo, uma delas se equivoca. Quando dizemos que Deus contém as religiões, aludimos a um sentido específico. Deus é maior do que as religiões e quando diferentes nomes o chamam, responde a cada um segundo as convenções de sua religião. Isto pode ser dito se adotarmos um conceito lato de religião. Mas se, ao contrário, chamamos religião um conjunto de doutrinas, então, já não podemos dizê-lo com facilidade. No primeiro sentido, Deus é espiritualidade; no segundo, é a expressão concreta de um conjunto de doutrinas. Se nem mesmo a prova de que Deus exista, embora nele creia, muito menos se poderá dizer que ele tenha preferência por esta ou por aquela interpretação.
    Não estou a dizer que aderir uma religião seja como ir ao supermercado, mas, de fato, há certos elementos de escolha. Fui criado em família católica, mas hoje tenho maior afinidade com o espiritismo. Ele nos diz que estamos num banco de escola e que, em cada reencarnação, temos oportunidade de evoluir. Possivelmente, teríamos escolhido ser cegos, pois, proporcionando a nós próprios maiores desafios, aceleramos a evolução. Talvez sejamos um grupo de apressadinhos que se inscreve no supletivo para acelerar a caminhada. Não acredito em castigo, mas em correção.

  • Luís Medina comentou a entrada "O mais importante da vida" à 12 anos 6 meses atrás

    É normal que os grandes amigos sejam poucos. Ora, amizade exige doação e não podemos estar a doar-nos para 50 ou 100 pessoas. Mas, enfim, o número é pouco importante. Necessitamos mesmo é daquela sensação de preenchimento que nos enfeita a existência.
    Mas nem só de grandes amigos vive o homem. E quantas pequenas gentilezas de gente anônima que nunca conheceremos o nome? E quanta gente áspera que nos destempera o dia, mas nos corrige o caminho? Há o amigo afetuoso que nos sustenta o ânimo, mas também há o amigo ranzinza que nos diz as verdades que precisamos ouvir.
    Doe-se, Jessica, doe-se. Por vezes, se decepcionará porque há amigos que repentinamente deixam de o ser. Ame a vida e comece por amar a si própria. A amizade é como um espelho que tende a reproduzir nos outros aquilo que vê em nós. É o milagre da reciprocidade do bem. Seja entusiasmada com o mundo, sabendo que tanta intensidade para o bem, torná-la-á intensa também para o mal. É preço que se paga por dar valor à vida. Vez por outra, abate-nos a tristeza, contudo, é melhor viver, gastando a vida, do que econizar-se, proteger-se, criando uma casca que atenua os dissabores, mas resulta em uma vida com menos sabor.

  • Luís Medina comentou a entrada "Reflexão" à 12 anos 6 meses atrás

    Filipe,

    De fato, fui um tantinho exagerado. 100 gerações dão uns 25 séculos e é isso tempo demasiado. Em tão largo período, há tempo para ascender e extinguir impérios ou transformar rios em desertos. A isso somente resistem as pirâmides do Egito! Não. Esta observação não foi mesmo digna de crédito. Além disso, consideremos que, até poucas décadas, deficientes a trabalhar era coisa quase risível e hoje vemo-los a embrenhar-se nos campos de atuação mais inusitados. É fato de que esta melhora também decorre da disponibilidade de mais recursos técnicos, mas é indiscutível que, neste período, a percepção da sociedade em relação à deficiência alterou-se significativamente. Este é o poder da ação coletiva; coletiva porque muitos estão a reivindicar; coletiva porque muitos estão a aprimorar os meios técnicos e coletiva porque deficientes estão a produzir resultados que nos confirmam a todo o momento o discurso da equiparação de capacidades. Com a ação coletiva, em uma só geração operam-se milagres. Com a ação individual, 100 gerações são muito pouco, mesmo que se acredite na reencarnação!

    Se nossos interlocutores nos considerarem inferiores porque somos deficientes e, contudo, permanecerem calados, não será este silêncio pior do que sermos tachados de "coitadinhos"? Se ouvimos o que nos têm a dizer, então, temos a oportunidade de mudar-lhes o pensamento. Se Se ocultam, um dia talvez nos recusem emprego ou convençam outros de que somos incapazes. Cada indivíduo não convencido é um potencial disseminador de idéias que talvez não nos sejam favoráveis. Bem está que cada um pense do modo como lhe convenha, os tempos da inquisição já se foram, mas é legítimo que queiramos tornar o mundo melhor para as pessoas deficientes. Então, o que devemos fazer? A cada transeunte que encontrarmos, aplicamo-lhes uma longa retórica até que se rendam às provas de nossa competência? É possível que surtisse algum resultado; porém, tendo-se librado da pecha de incapazes, prontamente, ver-nos-íamos tidos por inconvenientes.

    Mas não será o silêncio ao menos mais agradável? É certo que sim. Não despertamos todos os dias com a vocação dos missionários. Contudo, de que nos serve esta espécie de silêncio que, para além da tranqüilidade, nada mais nos oferece que ocultar um preconceito latente? Não será isso indício de que preterimos a essência em favor da aparência? Será sadio que nos regozijemos com o silêncio alheio quando ele significa o desprezo por nossas capacidades? Isto seria o mesmo que tratar a doença de pele com um cosmético, quando somente um bom fármaco lhe devolverá a saúde.

    “Quando encontro gente que me chama ‘coitado’, digo logo umas verdades e ponho-lhes a correr”. Tal tenho ouvido amiúde sem que qualquer bom resultado tenha sido constatado. Há um certo raciocínio que leva alguns incautos a agir deste modo. “Todos os coitadinhos são frágeis. Se aparento fragilidade, então, posso ser tomado por coitadinho. Ora, se são frágeis, então, coitadinhos não dizem grosserias e, portanto, se desejo afastar-me dos coitadinhos, basta que seja grosseiro”. Mas quando são grosseiros, dão margem a outro raciocínio: “Não considero que a maioria reagiria de forma tão violenta por motivo tão tolo. Observo que há algo que o distingue da maioria. Este é cego e a maioria enxerga e pesa-lhe muito o fato de ser cego em um mundo em que a maioria enxerga. Este peso converte-se em frustração. E se não é possível mudar o mundo, então, este ‘coitado’ apenas quer exercer o direito de se revoltar contra ele”. Ao fim, o resultado costuma ser precisamente o inverso do pretendido.

    Creio que o único argumento persuasivo é o do resultado. Vê-se e não se pode negar o que os olhos vêem. Ouve-se e não se pode ignorar o que os ouvidos ouvem. Se aqui e ali estamos a salpicar o mundo com exemplos de cegos realizados com sua vida familiar, escolar, social, profissional e afetiva, então, não nos poderão chamar “coitados”. Eis o exemplo do Filipe que não nos deixa mentir.

    Ana, sua mensagem deu-me que pensar. De fato, considerei que talvez você realmente tivesse qualquer coisa com sua auto-estima. Mera hipótese. Não a conheço e não tenho qualquer meio de julgá-la, a não ser pelo bom gosto de ter escolhido este tópico. Se lhe dirigisse um e-mail, não a abordaria deste modo. É que, neste caso, falaria apenas para si e não deveria supor que outras pessoas também nos lessem. No entanto, fiquei a pensar que, com mais de meio milhão de visitas, o Ler para Ver é meio extraordinário para nos fazer ouvir. Este espaço é curioso e bastante distinto dos e-mails porque tendemos a responder até mesmo o que não nos foi perguntado, a aconselhar o que não nos foi pedido. Há sempre a esperança de que a mensagem, desnecessária para alguns, seja importante para outros. Se distorci o propósito do tópico, então, perdoe-me, não tive esta intenção. De qualquer modo, observe que tenho praticado consistentemente esta transgressãozinha!

    Em http://www.lerparaver.com/node/8159, “O preconceito que ajudamos a perpetuar” e “Atitude, preparo e controle emocional”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/7168, “Lutando pelas verdadeiras causas”, “O preço de não pagar nada” e “Justiça e viabilidade”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/8273, “O milagre do crer” e “O efeito placebo”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/7665, “Do grão à pedra”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/7916, “A ditadura da heterossexualidade”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/647, “Culpar é o primeiro passo para permanecer inerte”.

    Em http://www.lerparaver.com/node/8464, “A doutrina da resistência”.

  • Luís Medina comentou a entrada "Reflexão" à 12 anos 6 meses atrás

    Todo o problema reside em saber qual o número de pessoas que desejamos mudar. Se nos encolerizam as mentalidades, então, temos apenas de corrigir a quarta parte da humanidade. Não se deve abandonar o propósito, mas é sabido que os frutos somente serão colhidos dentro de 100 gerações.

    Mais eficaz é mudarmos a nós próprios. Em geral, não há qualquer maldade no que se diz. Se cegos, tais indivíduos não hesitariam em considerar-se “coitadinhos”. Portanto, não há a intenção de ferir. Sim, pensam-na inferior sob algum aspecto. Mas que isso importa se você não se considera assim?

    Pense que o fato de se sentir arreliada pode significar que, dentro de si, ainda haja resquícios de baixa auto-estima. E, nesta hipótese, o mal mais urgente de ser combatido é o amor que tem por si mesma. Se dissessem a Saramago: “De onde lhe saíram tais idéias, há ainda algo de pior? É que seus livros não são mais do que um monte de palavras mal arranjadas. Não há ualquer coisa que aponte para o grande escritor”. Imagina que ele se encolheria na cadeira? De certo não. Tem tanta convicção de seu talento que tal invectiva não suscitaria mais do que um risinho de escárnio. Quem realmente está convencido de que pode, não se zanga tanto com aqueles que dizem não poder. Quem tanto está convencido de que é, não se zanga quando alguém lhe diz que não é.

    Talvez não esteja a fazer mais do que contar minha própria história. Quando chamaram-me “coitadinho” e também eu assim me considerava, fiquei perturbadíssimo. Mas estes tempos passaram e hoje não me importo com isso. Mesmo que os impedisse de falar, os gestos ou tom de voz cantante de quem fala com uma criança, sem dúvida, denunciam a percepção do interlocutor. Se não se sentir tão segura e se for mesmo este o motivo porque se zanga com esta fala, não se perturbe. Temos um sentido a menos e, embora isso não seja motivo para depreciar-se, freqüentemente estamos a fazê-lo. Isto é natural. O tempo passa e isso também passa. O importante é que você saiba fazer a leitura correta do problema para que possa escolher o remédio mais adequado.

  • Luís Medina comentou a entrada "BANIF disponibiliza primeiro site português para invisuais" à 12 anos 6 meses atrás

    O BANIF merece cumprimentos por sua preocupação com a acessibilidade. Poderia ter sido omisso, mas não o foi. Decidiu fazer algo para que a acessibilidade de sua página fosse melhorada. Contudo, o fato que não pode deixar de ser mencionado é que este modelo não é adequado. Se aplaudíssemos este modelo, estaríamos a dizer a todos quanto visitassem esta página que o adotassem em seus projetos. Fico triste que um esforço genuino tenha sido malogrado. A intenção foi boníssima, mas como é possível que defendamos algo diferente do padrão internacional? Se alguém nos dissesse que o Braille é coisa do passado, que agora temos um novo sistema muito melhor com cinco pontos; mesmo que assim fosse, poderíamos ignorar que milhões de cegos já aprenderam o Braille e que há bibliotecas dele repletas? Não se trata de dizer que o W3C é perfeito, que é obra-prima acabada, que não sofrerá nenhuma mudança. No entanto, devemos reconhecer que desenvolveram um grande trabalho e que as regras de acessibilidade atendem aos leitores de tela. Tudo seria diferente se estivéssemos a iniciar a internet hoje e fosse adotado o modelo de que cada página tivesse o seu leitor de telas. Não compreendo exatamente como isso poderia ser, mas se muitíssimo bem implementado, talvez um dia isso pudesse funcionar. Mas o fato é que não foi assim. Adotou-se um modelo centralizado que, por ser centralizado, tem muito maiores chances de crescer de forma coerente.
    "A voz do BANIF não substitui os leitores de tela, mas apenas os complementa..." Será que isto é mesmo verdadeiro? Se fosse precisamente assim, então, apenas falaria os conteúdos que fossem inacessíveis ao leitor de telas do usuário. Mas pergunto-lhe: ao ingressar no BANIF, há como trabalhar com os dois leitores de tela de forma coerente e tranqüila? Parece-me que não.
    O cego teve algum motivo para escolher o seu leitor de telas. Escolheu-o porque se convenceu de suas funcionalidades e aprendeu o conjunto de teclas de atalhos pertinentes ao produto. Fiquemos a imaginar o que seria dos cegos se cada página adotasse o seu leitor de telas com um conjunto particular de teclas de atalho, com um sotaque diferente, com uma velocidade diferente. Seria uma balbúrdia. Para mim, fica claro que o leitor de telas é uma escolha pessoal e que a página apenas deve ser construída sobre padrões internacionais que permitam o bom desempenho dos leitores de tela. e, havendo padrões internacionais, muito mais fácil é neles desenvolver boas funcionalidades.
    "E para que servem as páginas de um banco?" Sim, para informar-se e para operar. Dito do modo como disse o Filipe, fica a parecer inteiramente ridículo o que fez o banco. E estou seguro que, mais do que qualquer outro, o BANIF sabe para que servem as páginas dos bancos. É possível que esteja enganado e, nesta hipótese, agradeceria ao colega que me desse notícia mais atual, no entanto, parece-me que o fato de não ser permitido aos cegos efetuar transações é fato ligado aos teclados virtuais.
    Não é possível permitir que cegos digitem suas senhas. Um hacker, ao varrer a memória do computador do usuário, poderia descobrir sua senha e utilizá-la para fazer operações em seu nome. De acordo com o Banco do Brasil, somente é possível fazê-lo se o usuário tiver adquirido um token e um certificado nível A3 e, por meio de sua identificação digital, autenticar-se de forma segura. A criptografia assimétrica, utilizada na certificação digital, adotada pela Infra-Estrutura de Chaves Públicas, é a única forma realmente segura para fazer este tipo de autenticação. Assim, se o BANIF, como qualquer outro, permitisse que cegos fizessem transações online, sem certificação digital, estariam a tratá-los diferentemente porque não ofereceriam o mesmo nível de segurança conferido aos demais usuários.
    Se realmente for este o motivo porque o BANIF não permite a cegos que façam operações, será mesmo que há algo de criticável ou ridículo? Não. Não creio que possamos prontamente imaginar que todos os profissionais envolvidos no projeto eram incompetentes, desprovidos de sensibilidade e conhecimento. Trabalho com projetos e sei que, por vezes, um conjunto de forças técnicas, financeiras, mercadológicas, políticas e administrativas, levam-nos a resultados muito distantes do inicialmente planejado. Em geral, há pessoas que foram contra e outras, a favor. Não sei o que sucedeu. O resultado foi inusitado, mas não concordo com os sarcasmos porque, ao menos no que tange ao acesso de cegos às transações, se é possível, de certo, não é óbvio.

  • Luís Medina comentou a entrada "BANIF disponibiliza primeiro site português para invisuais" à 12 anos 7 meses atrás

    Se a página possui auxílio vocal é porque pressupõe que o usuário não possua um leitor de telas, mas nesta hipótese, como teria iniciado o computador, aberto o navegador e, por fim, encontrado a página do BANIF? A notícia é espantosa. Mas não estou a supor que haja gente disposta a investir tempo e dinheiro para fazer algo tão desconforme com as expectativas dos usuários. Gostaria de compreender os motivos que os levaram a isso. Montaram uma equipe e consultaram uma associação de cegos. Não parece que a lógica esteja equivocada e, no entanto, chegamos a este resultado inusitado.
    Se o BANIF presumia que o usuário tinha leitor de telas e que, ainda assim, deveria viabilizar outro, é porque considerava sua página tão ruim que jamais poderia fazer o leitor de telas do usuário ler adequadamente. Mas se conhecia tanto do leitor de telas do usuário, então, porque não pôde conceber uma página que se adequasse a ele?
    Não, não. Fico a tentar escavar uma resposta, mas, mesmo recorrendo ao absurdo, não consigo.

  • Luís Medina comentou a entrada "OBRA DE ARTE " à 12 anos 7 meses atrás

    Wellington,
    Muito bom. O tema foi bem escolhido. Dia e noite. Nascimento e morte. Estranha comunhão que, para um estar vivo, necessário é que o outro esteja morto. Destinos indissociáveis, mas ao mesmo tempo que um precisa do outro para existir, suas existências jamais se tocam por mais do que um amanhecer ou entardecer.
    Não tenho jeito para escrever poesias. Mas aprecio-as muitíssimo. Há uma musicalidade que me encanta. Os versos livres são a moda do tempo, mas aprecio muito a rima e a métrica. mais do que a rima, penso que a métrica seja importante quando se deseja esta musicalidade.
    Alguns de seus versos possuem 7 sílabas poéticas. é o caso de "Sendo ruim ou sendo bom". O verso ficou ainda melhor porque, além de ter a musicalidade das 7 sílabas (redondilhos maiores) ainda tem o contraste entre o bem e o mal e isso conversa com o clima de contrastes do próprio tema.

  • Luís Medina comentou a entrada "Empresa Espanhola lansa celular para deficientes visuais " à 12 anos 7 meses atrás

    Penso que são melhores os telefones com o conceito de servirem a vários públicos. No entanto, se alguém propõe um telefone exclusivamente para cegos, nada tenho em contrário. Importante mesmo é que de algum modo todos estejamos satisfeitos com telefone inclusivo ou não. Tenho, como consumidor, a opção de comprar ou não comprar.
    Contudo, o que lhe digo é que, com tamanha falta de respeito, independentemente de qual seja o seu ponto de vista, não pode ter a razão. Em sua mensagem, procurei um só argumento, e não há. Há apenas insultos. Apesar de considerar um ponto de vista bastante defensável aquele que expõe, não apóio o modo como defende. Não é crime que as pessoas tenham opiniões diversas das nossas.
    Discordo cabalmente de suas palavras insultuosas, mas se tiver a ombridade de desculpar-se, saberei reconhecer sua grandeza. Tenho grande respeito por todo aquele que reconhece o próprio erro. Fico a pensar o que sua mensagem acrescentou à discussão, qual foi o ponto de vista novo? Qual foi a contribuição, o reparo, a observação inteligente? Se chamássemos imbecil sempre que discordássemos de algo, imbecil seria a quarta parte da humanidade.

  • Luís Medina comentou a entrada "Projeto Universitário - Aparelho Celular para deficientes visuais" à 12 anos 7 meses atrás

    Oh! Meu amigo, descordamos em um grão de areia e concordamos com o resto da duna! Tanto já li seus textos que tenho a clara percepção de que é pessoa formidável. Somente manifestei este ponto de vista, porque sei ser a escrita meio ingrato. Por vezes, lemos a imaginar um tom carrancudo quando a voz é serena. Quando conhecemos o nosso interlocutor sabemos interpretar sua escrita. Ao contrário, quando não conhecemos, podemos ser mal interpretados.
    De fato, não é mesmo provável que um TCC contenha elementos revolucionários. Em geral, o pesquisador é pouco experiente e não tem fundamentos para chegar a conclusões inéditas. Entretanto, dou o crédito do primeiro tijolo que, embora muito inicial, é a base para as paredes e colunas que seguirão.
    Se havia qualquer dúvida quanto à sua afabilidade e elegância, eis que não mais pode haver. Quem sabe agradecer quando recebe uma crítica, mesmo que tão insignificante quanto esta, é porque merece todos os cumprimentos.
    Wellington, tenho especial admiração por todo aquele que se reconhece errado nesta ou naquela situação. É prova de que sempre está melhorar-se. Tenho muitos defeitos. Não é preciso observar-me muito tempo para notá-los. Mas não gosto de me eximir. E por tudo quanto vejo, você também não. Por isso, tenha a minha mais sincera simpatia.

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