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Educação

Limites e possibilidades da Mãe-social nas casas-lares

por Lerparaver

Por Elizabet Dias de Sá

Ao ser convidada para falar sobre disciplina e limites com técnicos e Mães-Sociais que actuam em Casas-Lares no Estado de Minas Gerais, procurei conhecer os aspectos que me pareceram essenciais para compreender a natureza deste projecto e situar a demanda, manifesta de forma ampla e vaga. Neste sentido, as expectativas extrapolavam a mera demarcação de procedimentos, posturas, atitudes ou recomendações instituídas na forma de leis, contratos ou regulamentos. Percebi que se tratava da abordagem de conflitos vivenciados pelas Mães-Sociais no desempenho de suas funções, particularmente, no que se refere à colocação de limites, à disciplina e às normas de convivência no espaço das relações institucionais e interpessoais. Aos poucos, foram emergindo apelos presentes no convívio diário de um grupo socialmente constituído à imagem e semelhança de um núcleo familiar.

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Escolas especiais e papel dos educadores

por Lerparaver

Elizabet Dias de Sá*

"aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou fracasso. Diante de uma condição que nos é imposta, é preciso encontrar a atitude certa".

(M. Kundera)

Longe de promover a equalização social, a escola constitui instrumento de reprodução da cultura dominante, de desigualdade e de marginalização das classes populares. Nela, mecanismos de segregação e de exclusão são amplamente praticados. A escola deveria ser para o povo e, no entanto, volta-se contra o povo. O alunado pobre tem sido massacrado pela dominação que produz e reproduz o fracasso escolar. E pobre do alunado pobre que apresenta alguma deficiência física, sensorial ou mental. Para esses alunos, a escolarização é conquista e desafio permanentes em uma escola que espelha e espalha estigmas.

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Necessidades educacionais especiais na escola plural

por Lerparaver

Elizabet Dias de Sá

Uma das noções mais difundidas na realidade brasileira é a de que a rede pública não está capacitada para receber crianças com necessidades educacionais especiais, seja por deficiência física, sensorial ou mental. Por isto, a educação especial tem-se mostrado como uma espécie de limbo, para onde são encaminhados os educandos considerados ineptos ou incapazes de aprender, espelhando as mazelas do sistema educacional. Ora, tais educandos mostram-se ineptos do ponto de vista de que e de quem? Parecem incapazes de aprender o quê? Por quê? para quê? Estas e outras questões suscitam uma reflexão sobre a ação pedagógica, a problemática da função social da escola e os mecanismos de inclusão/exclusão social.

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O braille e a sua importância na educação dos cegos

por Lerparaver

Leonardo Silva - O braille e a sua importância na educação dos cegos

Leonardo Cunha da Silva

INTRODUÇÃO

Ao apresentar o presente trabalho quero alertar, que não se trata de um trabalho planificado ou estruturado como era meu desejo, no entanto, compreende um esforço, modesto mas necessário para responder aos objectivos da disciplina.

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Quem necessita de educação especial?

por Lerparaver
Imagem do autor Vicente MARTINS

A legislação, no Brasil, evolui mais do que as leis em se tratando especialmente de educação escolar. Para ilustrar, uma metáfora: as leis andam a passos de tartaruga e por isso, cedo caducam; enquanto a legislação, a saltos de canguru, permanentemente, actualizam-se no espaço e no tempo. Os conceitos de educação especial e necessidades educacionais especiais exemplificam bem a assertiva e a metáfora acima.

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Os meios informáticos na escola

por Lerparaver

QUE HORIZONTES PARA OS ALUNOS CEGOS?

PLANO IDEOLÓGICO DA ACÇÃO

1. BRAILLE VERSUS COMPUTADOR

Este ponto, como introdutório que é, pretenderá clarificar uma base de desenvolvimento que assente - ou proponha - algum tipo de pressuposto que, só por si, justifique, numa análise simples, as vantagens das novas tecnologias. certo que, ouve-se, diz-se, sabe-se, que as novas tecnologias permitiram, mesmo aos cegos, dar um enorme salto qualitativo - e quantitativo - no que toca à informação, seja do ponto de vista da aquisição, seja da produção. E não estará tanto em causa a aquisição da informação mesma, mas a maneira de a produzir, de a fazer chegar aos outros, no caso, aos professores. Por que, se quanto ao acesso, e no que toca à sua captação, não terá havido introdução de elementos novos, já no campo da produção, é facto que tal aconteceu. ou seja: no primeiro caso, a aquisição é feita a partir do som e do tacto - voz, áudio, braille -, no segundo - pelo braille e pela escrita normal - aconteceu o computador que é, tão somente, um equipamento com uma facilidade de trabalho e versatilidade de utilização que desde logo o colocam como fonte de qualidade, de quantidade, de domínio, de iniciativa, de autonomia, em cada proposta pessoal, no caso o aluno cego, de propor informação.

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A evolução tecnológica e a formação

por Lerparaver

- Introdução

- A importância do acesso à informação no mundo actual

- O acesso dos cegos e Amblíopes à informação e à cultura ao longo dos tempos

- A necessidade de uma formação adequada que permita a utilização das novas tecnologias pelos deficientes visuais

- Conclusão

INTRODUÇÃO

Neste trabalho pretende-se realçar o valor da Formação para melhor utilização das novas tecnologias pelos deficientes visuais. Num mundo totalmente dependente dos avanços da técnica, a informação corre mais depressa do que há uns anos atrás. As empresas, os departamentos públicos, enfim todos os sectores da nossa sociedade têm necessidade de aceder a toda a informação possível num curto lapso de tempo. Os cegos e os Amblíopes, se querem estar a par desta evolução, têm de fazer o mesmo, quer dizer, tentarem por todos os meios ao seu alcance acompanhar este rápido desenvolvimento da sociedade. Se tal não for conseguido, continuaremos a viver afastados dela, não podendo participar em pleno na sua evolução.

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A leitura através do computador

por Lerparaver

Por ACEDIR JESUS DE SOUZA

Detendo uma aptidão pela redação e pela gramática, considero, hoje, necessário que se trabalhe o incentivo da leitura através no computador no ambiente escolar. Como fazer?

Pode-se afirmar que através da leitura, adquire-se o conhecimento. Pois, conforme Alvin Toffler, “A informação é a base do conhecimento”.

Os meios tradicionais como o livro, a revista e outros, não nos oferecem informações de menor valor. Todavia, se analisarmos uma aula de redação em sala tradicional sem o computador, veremos a impossibilidade de se ter disponibilizadas bibliografias em abundância para pesquisa. Já que é inviável o transportei de uma biblioteca inteira para sala de aula. Por meio do computador/internet podemos ter “mil e uma” bibliotecas virtuais ao nosso dispor.

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Conclusões da videoconferência sobre braille, novas tecnologias, orientação e mobilidade

por Lerparaver

Lisboa-Coimbra-Viseu-Porto

24 de Maio de 2001

Do Painel 1 - O Sistema Braille

Constatou-se que as preocupações dos intervenientes são as seguintes:

1. A fraca competência de leitura leva ao insucesso escolar;

2. O braille requer uma pedagogia adequada e docentes bem preparados;

3. O ensino do braille deve acompanhar os alunos ao longo de todo o percurso escolar, incluindo os estudos universitários;

4. O Ministério da Educação deve dar mais atenção à formação de professores, quer do nível regular, com a introdução de uma disciplina de brailologia, quer a nível da especialização, insistindo nas áreas do braille, das novas tecnologias e da orientação / mobilidade;

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Resolução CNE/CEB Nº 2

por Lerparaver

De 11 de Setembro de 2001.

Institui Directrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.

O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, de conformidade com o disposto no Art. 9º, § 1º, alínea “c”, da Lei 4.024, de 20 de Dezembro de 1961, com a redacção dada pela Lei 9.131, de 25 de Novembro de 1995, nos Capítulos I, II e III do Título V e nos Artigos 58 a 60 da Lei 9.394, de 20 de Dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer CNE/CEB 17/2001, homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 15 de Agosto de 2001,

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