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Deficiência visual

No limiar da cegueira: Cuba e o fantasma da cura

por Lerparaver

Por Elizabet Dias de Sá

Em 1991, uma tirinha de jornal noticiando um novo tratamento de "Retinose Pigmentar" em Cuba, circulou entre alguns interessados. Aos poucos, a notícia ganhou espaços privilegiados na imprensa brasileira. Apesar de ser um tratamento experimental, apesar dos prognósticos sombrios, Cuba tornou-se uma espécie de ilha da fantasia, mesmo para aqueles que parecem não fechar os olhos à realidade. A expectativa de cura invadiu o imaginário das pessoas com o sonho de dar visão aos cegos, preponderando a magia do desejo e o desejo da magia.

"Retinose Pigmentar" é uma enfermidade causadora de cegueira, podendo aparecer em crianças, jovens e adultos. Pode associar-se a outras patologias oculares, apresentando alguns coadjuvantes como estrabismo, nistagmo, fotofobia etc. Não deforma a estética dos olhos, a não ser quando combinada com determinadas patologias como o "glaucoma" por exemplo. Manifesta-se pela perda progressiva e irreversível da visão. Inicialmente, essa perda é lenta, quase imperceptível, observando-se a inibição de actividades nocturnas. Aos poucos, a pessoa afectada não consegue identificar imagens e objectos a uma certa distância, nem letreiros, legendas ou letras miúdas. Traços leves ou minúcias vão se tornando invisíveis. Não percebe uma mão estendida para o cumprimento, aproxima-se da televisão, evita ir ao cinema, cola o nariz nos jornais e livros. Anda pisando em ovos, pisa em falso, esbarrando em tudo e em todos. Quando menos se espera, a visão desaparece completamente. Eis o desfecho de uma enfermidade traiçoeira.

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A cegueira adquirida e a ilusão da cura

por Lerparaver

Elizabet Dias de Sá*

DIANTE DA CATÁSTROFE

"Quero minhas letras, meus olhos... Nada de fazer furinhos no papel (1). O mundo sem visão não tem beleza. Os amigos sumiram... Sem ver, não tem jeito de viver. O cego não pode fazer nada e ninguém pode ajudá-lo".

O Sr X, professor de inglês, ficou cego aos 50 anos, vitimado por uma brincadeira de seus alunos, quando lançavam, ao ar, objetos miúdos e pontiagudos , atingindo-o nos olhos. Após prolongados períodos de licença médica, aposentaram-no por invalidez. Não havia mais lugar para ele na escola, onde diziam que seu habitat natural seria uma instituição para cegos.

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Ser cego

por Lerparaver

Por José Monteiro dos Santos

Ser cego é ser igual?

Mas, igual a quem?

Aos outros cegos, mas, apenas na deficiência porque, noutros aspectos, e falando apenas nos deficientes visuais, há uns mais cegos que outros.

Conheci as duas situações por isso, tenho a certeza que, muito boa gente discorda desta minha opinião.

Fui norma visual até aos 49 anos, ficando cego no espaço de 4 meses, uma realidade que, jamais pensei que, me poderia atingir.

Hoje com 61 anos, após 12 anos de ter que me habituar à nova situação, volto ao princípio e pergunto; sou um cego igual aos outros cegos?

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Os mitos acerca da deficiência visual

por Lerparaver

Muitos de nós, pessoas com deficiência visual, somos por vezes vítimas de atitudes intrusivas, despropositadas e desagradáveis por parte da população em geral.
Estas atitudes revelam um desconhecimento quase total das características da deficiência visual e das suas consequências reais.

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Inclusão social do deficiente visual

por Lerparaver

HOMENAGEM A LOUIS BRAILLE

QUATRO DE JANEIRO DE 2004!

Nesta data, há 195 anos do nascimento deste grande Francês, inventor do alfabeto dos cegos, desejo homenageá-lo, divulgando o texto abaixo.

Trata-se de um documento que pode ser útil ao debate sobre inclusão social.

INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE VISUAL

- QUE HÁ DE MITO E DE REALIDADE? -

Gildo Soares da Silva

Assistente social - CRESS 4ª Região, Registro 715

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A visão dos cegos

por Lerparaver

FUTURO Ciência
A visão dos cegos

Diferenças na utilização do cérebro, observadas entre leitores de Braille, trazem nova luz ao estudo do processamento mental da linguagem.

Texto de Alda Rocha

Quando lemos palavras como Sol ou estrela, que imagem mental associamos a estes sons e a estes significados? Depende um pouco da forma como os construímos mentalmente, mas não há dúvida de que sempre que lemos estas palavras, o nosso cérebro vai ao «sítio» das imagens para localizar as que lhes correspondem.

E quando o leitor é cego? A expectativa é que as áreas do cérebro envolvidas na leitura sejam diferentes, no entanto, para surpresa dos investigadores, os cegos congénitos, quando estão a ler Braille, usam as mesmas áreas «visuais» do cérebro que as outras pessoas que perderam a visão em diferentes fases da vida - e que por isso dispõem de memórias visuais que podem ser associadas ao uso de muitas palavras -, mas fazem-no de forma diferente.

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