Uma máquina de escrever e algumas folhas brancas. E serão mesmo brancas? E duvidar para quê? A dúvida é a mãe de todas as incertezas e inseguranças e a verdade fica eternamente à espera de uma oportunidade. As coisas são aquilo que os nossos sentidos permitem que sejam. A cor, o cheiro, o tamanho, a beleza não estão nos objectos mas, em nós mesmos.
E tu, meu amor, o que és tu para mim? O que é para mim a mulher que eu amo? O meu prolongamento, o prolongamento do meu próprio ser. És a força que veio dar força à minha vida.
Se o nosso amor for tornado público será condenado, criticado e mal tratado, e muita gente tentará destruí-lo. Mas, não há necessidade disso. Podemos nos amar em silêncio, fazer do nosso amor um amor só para nós dois. Seremos felizes à nossa maneira, longe de uma sociedade materialista e egoísta. Por certo, a nossa própria família considerar-nos-ia inconscientes e irresponsáveis. Ninguém terá o bom-senso de nos dizer que para além dos espinhos também é possível termos um jardim de rosas à nossa espera.