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Brasil - Congonhas ganha piso para deficientes visuais

por Lerparaver

Percurso leva o passageiro da entrada do aeroporto até o balcão de informações; especialista reclama da escassez de locais acessíveis INFRAERO/CONGONHAS Orientação. Próximo passo será adaptar as escadas rolantes

No metrô as estações de metrô de São Paulo contam com piso tátil de alerta na cor azul.

Nataly Costa

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, instalou novos pisospodotáteis – sensíveis ao pisar, têm relevos para facilitar a movimentação de deficientes visuais.O percurso vai da entrada do aeroporto, pela praça de alimentação, até o balcão de informações. Lá, a pessoa pode ser orientada e seguir para as demais áreas de check-in,embarque ou desembarque.

Ainda em fase de testes, o novo piso é de modelo direcional, formado por várias linhas de borracha com o objetivo de guiar o caminho.É diferente do piso podotátil de alerta – também de borracha, mas com relevo circular –, que serve para avisar sobre mudanças de direção ou perigo.

ODecreto5.296 da Lei de Acessibilidade, de dezembro de 2004, prevê instalação de pisos táteis em ruas, parques ou qualquer lugar de circulação pública, mas ainda é pouco respeitado no País.“Outrodia mesmo desci sozinho de um táxi em Congonhas. Não tem sinalização na calçada, orientação na porta, nada. Na verdade, são raros os locais que têm”,diz o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer Luiz, que é cego.

Além do que foi instalado no saguão, há outro percurso partindo do setor interno de identificação do aeroporto (onde as pessoas pegam crachá para visita interna) até o balcão de informações.

O Aeroporto de Brasília já usa esse tipo de piso – e o de Florianópolis está em instalação.

“Na maioria dos casos, quando se pensa em acessibilidade, as pessoas se preocupam se o lugar tem rampa ou elevador. Claro que é importante, mas não é só isso”, diz Luiz.

O próximo passo do plano de investimentos em acessibilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é tornar as escadas rolantes e elevadores mais acessíveis.

O custo é de R$ 1,7 milhão