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Visão Diferente - blog de jfilipe

Portugal em 2º na ONU em Acessibilidade dos Sítios do Governo na Internet

por jfilipe

Portugal em 2º na ONU em Acessibilidade dos Sítios do Governo na Internet

Fonte: CienciaPT 04-Maio-2011

Estudo científico de âmbito mundial coloca Portugal em 2º na ONU em Acessibilidade dos Sítios do Governo na Internet

Um artigo publicado na edição de Janeiro de 2011 do periódico científico Journal of Information Technology & Politics, sob o título “Análise Global da Acessibilidade de Portais de Governos e Sítios de Ministérios Nacionais na Web” (Global Web Accessibility Analysis of National Government Portals and Ministry Web Sites), apresentou a primeira análise global da acessibilidade na Web de 192 Estados Membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Portugal em 2º na ONU em Acessibilidade dos Sítios do Governo na Internet

Portugal está em 2º lugar na acessibilidade dos sítios do governo considerados no estudo, com um valor de acessibilidade Web de 97,57%, só ultrapassado pela Alemanha que tem 98,72%.

Acessibilidade Web dos Sítios de Governos de Estados Membros da ONU (50 melhores)
% de testes conformes com as directrizes de acessibilidade realizados nos sítios nacionais e de 5 ministérios

Nota: Páginas seleccionadas dos sítios nacionais dos governos na Web e dos 5 ministérios: Educação, Trabalho, Assuntos Sociais, Saúde e Finanças. Fonte: Morten Goodwin, Deniz Susar, Annika Nietzio, Mikael Snaprud, Christian S. Jensen, Global Web Accessibility Analysis of National Government Portals and Ministry Web Sites

O estudo, da autoria de Morten Goodwin (Tingtun AS, Noruega), Deniz Susar (Dep. de Assuntos Económicos e Sociais da ONU), Annika Nietzio (Instituto de Investigação em Tecnologia e Deficiência, Alemanha), Mikael Snaprud, Christian S. Jensen (Universidade de Aarhus, Dinamarca), analisou a acessibilidade dos sítios dos governos dos Estados Membros da ONU considerados no inquérito da ONU à administração pública electrónica 2010 (2010 UN e-government survey), o qual inclui os sítios nacionais dos governos na Web e os sítios de 5 ministérios: Educação, Trabalho, Assuntos Sociais, Saúde e Finanças. A acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais foi avaliada com base nas directrizes de acessibilidade 1.0 (WCAG 1.0 – Web Content Accessibility Guidelines 1.0) do W3C – World Wide Web Consortium.

Para cada um dos sítios na Internet considerados foi analisado um conjunto de páginas (o estudo não esclarece quantas páginas foram consideradas e como foram escolhidas) e em cada uma das páginas foi testada a conformidade com todas as ocorrências relevantes para as directrizes de acessibilidade WCAG 1.0 do W3C. O estudo considera para cada país um valor de acessibilidade Web igual à percentagem dos testes que produziram resultados positivos de acessibilidade no total de testes executados nas páginas consideradas.

Foram obtidos desta forma valores de acessibilidade para todos os Estados Membros da ONU excepto para a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), pois o respectivo governo não tem presença pública na Internet.

A acessibilidade dos conteúdos na Web para cidadãos com necessidades especiais é reconhecidamente uma questão central de direitos a igualdade de acesso a informação e de cidadania. Acontece, também, que a Internet e em geral as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) permitiram reduzir de forma decisiva muitos obstáculos de acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais. Hoje em dia, com ajudas técnicas apropriadas baseadas em TIC e conteúdos digitalizados que satisfaçam normas básicas de acessibilidade é possível facilitar o acesso de cidadãos portadores de vários tipos de deficiência a informação e aplicações que há bem pouco tempo apresentavam obstáculos praticamente intransponíveis sem ajuda humana, como por exemplo a documentação escolar e de trabalho, conteúdos na Internet, aplicações multimédia, equipamentos de comunicações móveis e de televisão digital, etc.

Em Portugal, as questões de acessibilidade a cidadãos com necessidades especiais na Sociedade da Informação foram consideradas prioritárias desde cedo, logo em 1997 no Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal e com a criação da Unidade Acesso – Acessibilidade a Cidadãos com Necessidades Especiais à Sociedade de Informação, que prosseguiu actividades na UMIC depois de ter sido criada em 1999 no âmbito do Ministério da Ciência e da Tecnologia, na sequência da aprovação pelo Conselho de Ministros, em Agosto de 1999, da Iniciativa Nacional para os Cidadãos com Necessidades Especiais na Sociedade da Informação e da obrigatoriedade dos sítios dos organismos públicos na Internet respeitarem requisitos de acessibilidade a cidadãos com necessidades especiais. Portugal foi na altura o 1º país europeu e o 4º mundial a adoptar este tipo de regras de acessibilidade.

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