Cansei de ter que ir todo dia, faxinar a pasta quarentena do anti-spam do uol. Centenas de e-mails de lixeratura barata, para garimpar, no meio daquilo, um ou dois remetentes que eu teria que autorizar.
Aqui reproduzo os posts de que mais gosto, e que circulam no blog:
www.joanabelarmino.zip.net.
Pequenas cronicas, comentários de livros, comentários sobre cegueira e muito mais.
Cansei de ter que ir todo dia, faxinar a pasta quarentena do anti-spam do uol. Centenas de e-mails de lixeratura barata, para garimpar, no meio daquilo, um ou dois remetentes que eu teria que autorizar.
Em cada dia da nossa vida, mesmo que não nos apercebamos disso, ganhamos alguma coisa. Um presente, uma lição, uma unha quebrada, uma flor, um abraço, um pedaço de areia onde pousar nosso pé, uma palavra...Um cacho de palavras.
Naquele dia, enquanto o mundo esmerava-se nas suas invenções tecnológicas, naquele dia, enquanto o jornalista de sucesso deletava as frases feitas de todos os dias e fazia uma manchete comum, naquele dia, enquanto o pedaço de cristal, num lugar esquecido, se deixava burilar pela sanha do vento de inverno, naquele dia eu e você nos atarefávamos em conhecer a arquitetura das nossas próprias m
Compartilho com os amigos, um post do meu outro blog, escrito por volta do mês de novembro de 2006. Espero que leiam!
Revisando hoje cedo o meu correio eletrônico, encontrei lá uma nota sobre o mais recente livro de Afonso Romano de Santana, com o título “A Cegueira e o Saber”, da Editora Rocco.
Desde menina. Desde que apalpei aqueles seis pontinhos Braille e compreendi sua forma de associação, desde que aprendi a juntar palavras, vivo entre livros. Mas antes a minha leitura era de barriga.
Isso mesmo. Leitura de barriga. Eu pegava um livro na biblioteca da escola, deitava na minha cama e devorava as coisas do mundo da literatura, o livro grande em cima da minha barriga.
Sou Joana, porque cheguei numa manhã de São João, no rescaldo das fogueiras, pelos passados de 1957. O Belarmino é do meu pai. Sobrenome pesado como um brinco grande, que eu carrego com muito orgulho.
Sou Joana Belarmino, uma mulher cega, de quase cinqüenta anos, jornalista, quase cantora, quase escritora, professora universitária.
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