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| Novas Tecnologias | Sistema Braille Utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade. O Sistema
Braille é um sistema de leitura e escrita táctil que consta
de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos.
Os seis pontos formam o que convencionou-se chamar de "cela
Braille". Para facilitar a sua identificação, os
pontos são numerados da seguinte forma: A diferente
disposição desses seis pontos permite a formação
de 63 combinações ou símbolos braille. As dez primeiras
letras do alfabeto são formadas pelas diversas combinações
possíveis dos quatro pontos superiores (1-2-4-5); as dez letras
seguintes são as combinações das dez primeiras letras,
acrescidas do ponto 3, e formam a 2ª linha de sinais. A terceira
linha é formada pelo acréscimo dos pontos 3 e 6 às
combinações da 1ª linha. O sistema Braille é usado por extenso, isto é, escreve-se a palavra, letra a letra, ou de forma abreviada, adoptando-se códigos especiais de abreviaturas para cada língua ou grupo linguístico. O braille por extenso é denominado grau 1. O grau 2 é a forma abreviada, utilizada para representar as conjunções, preposições, pronomes, prefixos, sufixos, grupos de letras que são vulgarmente encontradas nas palavras de uso corrente. A principal funcionalidade é reduzir o volume dos livros em braille e permitir o maior rendimento na leitura e na escrita. Uma série de abreviaturas mais complexas forma o grau 3, que necessita de um conhecimento profundo da língua, uma boa memória e uma sensibilidade táctil muito desenvolvida por parte do leitor cego. O tacto é também um fator decisivo na capacidade de utilização do braille. O Sistema Braille é universal: pode exprimir as diferentes línguas e escritas da Europa, Ásia e da África. A sua principal vantagem reside no facto das pessoas cegas poderem facilmente escrever através desse sistema, com o auxílio da reglete e do punção. A escrita Braille pode se tornar tão automática para o cego quanto a escrita com lápis para a pessoa de visão normal. As Imprensas Braille produzem os seus livros utilizando máquinas eléctricas, semelhantes às máquinas especiais de dactilografia, embora estas não sejam eléctricas. Novos recursos para a produção do Braille têm sido utilizados, de acordo com os avanços tecnológicos de nossa era. O Braille agora pode ser produzido pela automatização através de computadores e impressoras.
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