título do site: Ver sem olhar. Imagem em grande plano  do olho de uma pessoa por detrás da palavra ver. O fundo é preto com letras brancas e acinzentadas.  
botão de menu - um caso real botão de menu - o dia-a-dia de um cego botão de menu - novas tecnologias para deficientes visuais botão de menu - centro de apoio ao deficiente da UP botão de menu - as barreiras que faltam derrubar botão de menu - homepage  
As barreiras que faltam derrubar. Eliminação de barreiras arquitectónicas avança a ritmo lento. Locomoção e discriminação são os principais obstáculos que o cego tem que enfrentar.foto de uma rua do Porto em obras.

Barreiras | Lei para cumprir | Discriminação

Sete anos se passaram sobre a aprovação da lei. Transição está a esgotar-se, mas ainda há maus exemplos.

O período de transição de sete anos imposto pela legislação que, em 1997, tornou obrigatória a eliminação de barreiras arquitectónicas em edifícios públicos, equipamentos colectivos e vias públicas, termina em Agosto deste ano.

Todos os edifícios públicos que não garantam a acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada têm pois apenas mais seis meses para se adaptarem e cumprirem as normas técnicas definidas na legislação em vigor.

O prazo termina em Agosto, quando ainda há muito por fazer. Os maus exemplos não são difíceis de encontrar.

Todos os dias, Maria de Lurdes coloca a sua vida em risco. À saída da camioneta, na garagem da Batalha, o perigo é iminente: “uma confusão de camionetas, pavimento degradado”, comenta Maria de Lurdes. No caminho para o trabalho, é vulgar encontrar as ruas modificadas, ou porque estão em obras ou porque algum obstáculo foi colocado no caminho. Esta situação torna difícil a locomoção, isto é, andar na rua e saber exactamente onde se está. Para se orientar, o cego decora os obstáculos das ruas pelos quais costuma passar. Deste modo, se no dia a seguir os caminhos já memorizados se transformarem, a desorientação é imediata.

Vídeo1 - Maria de Lurdes a caminho do trabalho/ Porto

As escadas nos edifícios e até nos transportes públicos são também uma dificuldade que Maria de Lurdes aprendeu a contornar. “Seria muito mais fácil se o pavimento fosse nivelado, se existissem rampas, mas já me acostumei.”