2001
Exames
Nacionais
CANDIDATOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS
ESPECIAIS DE CARÁCTER PERMANENTE
CONDIÇÕES ESPECIAIS DE EXAME
ORIENTAÇÕES GERAIS
1. Quem é que pode ser considerado candidato com necessidades educativas de carácter permanente?
São considerados candidatos a exame com necessidades educativas de carácter permanente os alunos que apresentem incapacidade ou incapacidades que se reflictam numa ou em mais áreas de realização de aprendizagens, resultantes de deficiência de ordem sensorial, motora ou mental, de perturbações da fala e da linguagem, perturbações graves da personalidade ou do comportamento ou graves problemas de saúde e que tenham beneficiado de condições especiais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto.
2.Um aluno nas condições referidas em 1. é obrigado a requerer condições especiais de realização de exame?
Não. O candidato só solicita condições especiais se assim o entender e, por isso, fica obrigado ao preenchimento de um requerimento.
3. Quando solicita as condições especiais de exame?
No acto de inscrição para exames.
4. Um candidato que se inscreveu para prestação de exames na 1ª Fase e solicitou condições especiais de exame, se se inscrever para exames na 2ª Fase e pretender usufruir de condições especiais tem de as requerer novamente?
Sim, uma vez que as inscrições para exames nas 1ª e 2ª Fases são independentes, devendo requerê-las novamente aquando do acto de inscrição para os exames da 2ª Fase.
5. Como?
Preenchendo um impresso de modelo próprio, que lhe é fornecido pela escola, e que, quando necessário, tem de ser acompanhado de outros documentos,. tais como, relatório médico da especialidade ou diagnóstico psicológico e ainda de outros considerados úteis para a avaliação da incapacidade.
6. Ao requerer condições especiais o aluno fica desde logo abrangido por elas?
Não. A sua concessão não é automática, ficando sujeita a autorização prévia por parte do Júri Nacional de Exames (JNE).
7. As condições especiais de realização de exame são iguais para todos os alunos?
Não. Dependem das necessidades educativas especiais de cada candidato e das respectivas medidas do regime educativo especial aplicadas durante o seu percurso escolar,
(Art.º 2º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto), podendo beneficiar por exemplo, de tolerância de tempo para além do tempo regulamentar da prova, da utilização de meios auxiliares, da presenca de um professor para lhe ler o enunciado ou para lhe reescrever a prova, da ingestão de algum alimento ou medicamento indispensável, etc.
8. A tolerância de tempo para além do tempo regulamentar é obrigatoriamente de 30 min?
Não. Depende da incapacidade de cada aluno e principalmente da tolerância concedida ao aluno durante o seu percurso escolar, não esquecendo que a prova de exame segue a “prova-modelo”.
9. De que condições especiais de exame pode usufruir um aluno com deficiência auditiva de grau severo ou profundo?
Além das condições previstas em 7 estes candidatos podem ainda requerer:
9.1. Para conclusão e obtenção do diploma do Ensino Secundário – exames a nível
de escola a todas as disciplinas, equivalentes aos exames nacionais.
9.2. Para candidatura ao Ensino Superior – Prestação de exame nacional na disciplina Português B e na(s) disciplina(s) que elege como prova(s) de ingresso para candidatura ao Ensino Superior. Nas restantes disciplinas prestará exames a nível de escola, equivalentes aos exames nacionais.
10. Existe alguma prova da disciplina de Português, adaptada às necessidades educativas especiais dos alunos com deficiência auditiva de grau severo ou profundo?
Sim, existe a prova de Português B com o código 239.
11. Estes alunos estão obrigados à realização desta prova?
Não. O aluno pode optar por esta prova, o que lhe trás vantagem por se tratar de uma prova que tem em conta um programa de Português B adaptado às suas necessidades educativas. No entanto, o aluno pode realizar o exame nacional de Português B, código 139 ou, se assim o desejar, realizar a prova de Português A, código 138, se se tratar de um aluno do Agrupamento IV ou se dela necessitar como prova de ingresso.
12. Os candidatos com deficiência motora podem também beneficiar de exames a nível de escola?
Sim, desde que se trate de candidatos com deficiência motora permanente congénita ou adquirida que, requerendo cuidados médicos ou terapêuticos durante período prolongado, exigiram, a nível da aprendizagem escolar no Ensino Secundário, adaptações curriculares e abordagens pedagógicas especializadas constantes no seu Plano Educativo Individual. Podem incluir-se neste grupo, por exemplo, os candidatos com Paralisia Cerebral, Spína Bífida, Miopatias, sequelas de Traumatismos Cranianos, etc. O candidato nestas condições pode ainda requerer:
12.1. Para conclusão e obtenção do diploma do Ensino Secundário – exames a nível
de escola a todas as disciplinas, equivalentes aos exames nacionais.
12.2. Para candidatura ao Ensino Superior – Prestação de exame nacional na disciplina de
Português A ou B, consoante o Agrupamento/Curso frequentado e na(s) disciplina(s)
que elege como prova(s) de ingresso para candidatura ao Ensino Superior. Nas restantes
disciplinas prestará exames a nível de escola, equivalentes aos exames nacionais.
13. Estes alunos podem realizar o exame de Português B, código 239?
Não. Esta prova de exame destina-se exclusivamente aos alunos com deficiência auditiva de grau severo ou profundo.
14. Os candidatos com deficiência visual podem também beneficiar de exames a nível de escola?
Sim, desde que se trate de candidatos com deficiência visual permanente bilateral – cegueira e grande amblíopia – cuja aprendizagem escolar no Ensino Secundário exigiu meios auxiliares específicos, adaptações curriculares e abordagens pedagógicas especializadas constantes no seu Plano Educativo Individual. Ocandidato nestas condições pode ainda requerer, de acordo com os seguintes objectivos:
14.1. Para conclusão e obtenção do diploma do Ensino Secundário – exames a nível de
escola a todas as disciplinas, equivalentes aos exames nacionais.
14.2. Para candidatura ao Ensino Superior – Prestação de exame nacional na disciplina de
Português A ou B, consoante o Agrupamento/Curso frequentado e na(s) disciplina(s) que
elege como prova(s) de ingresso para candidatura ao Ensino Superior. Nas restantes
disciplinas prestará exames a nível de escola, equivalentes aos exames nacionais.
15. Estes alunos podem realizar o exame de Português B, código 239?
Não. Esta prova de exame destina-se exclusivamente aos alunos com deficiência auditiva de grau severo ou profundo.
16. Um aluno com necessidades educativas especiais que concluiu o Ensino
Secundário com exames a nível de escola pode posteriormente candidatar-se ao Ensino Superior?
Sim, desde que realize algumas provas a nível nacional.
17. Quais as provas de exame que tem então que realizar?
Depende das situações:
17.1. No caso de um aluno com deficiência auditiva de grau severo ou profundo, terá de
realizar os seguintes exames nacionais:
Português B (código 239), sendo neste caso, indispensável obter no exame classificação igual ou superior a 10 valores, calculada por arredondamento às unidades e ainda a(s) prova(s) de ingresso para candidatura ao Ensino Superior.
17.2. No caso de um aluno com deficiência motora ou visual, terá de realizar os seguintes exames nacionais: Português A ou B consoante o Agrupamento/Curso frequentado sendo, neste caso, indispensável obter no exame classificação igual ou superior a 10 valores, calculada por arredondamento às unidades e ainda a(s) prova(s) de ingresso para candidatura ao Ensino Superior.
Atenção: No ano em que o aluno pretende candidatar-se ao Ensino Superior, tem que realizar, obrigatoriamente, as provas de ingresso e estas só são válidas por um ano.
18. Um aluno que realize um exame a nível de escola pode realizar o correspondente
exame nacional na mesma fase?
Pode.
19. Se um aluno obtiver aprovação numa disciplina num exame a nível de escola e pretender obter melhoria de classificação, realiza o exame a nível de escola ou o exame nacional?
Os alunos que já tenham concluído o ensino secundário poderão obter melhoria de classificação nas disciplinas que não elegeram como provas de ingresso para candidatura ao ensino superior mediante a realização de exame a nível de escola prestado na situação de alunos autopropostos e nas condições legalmente previstas para os exames de melhoria de classificação.
20. Quem calendariza os exames a nível de escola?
A calendarização destes exames é da responsabilidade do órgão de Gestão do estabelecimento de ensino. Considerando que estes exames são equivalentes a exames nacionais, deverão ser calendarizadas duas chamadas na 1.ª Fase e, uma na 2.ª Fase. A afixação dos resultados tem lugar nas datas previstas no calendário de exames para os exames nacionais.
21. A duração destas provas de exame qual é?
Uma vez que se trata de exames equivalentes aos exames nacionais, cada prova deverá ter a duração regulamentada para o correspondente exame nacional. Qualquer tolerância para além do tempo regulamentar destina-se ao aluno e está sujeita a autorização do JNE.
22. Quem elabora estas provas?
São elaboradas a nível de escola, sob a orientação e responsabilidade do conselho pedagógico, que define os respectivos critérios de elaboração e correcção por proposta do grupo disciplinar ou do departamento curricular, devendo ter em atenção que as provas devem contemplar os mesmos objectivos e conteúdos estabelecidos para os correspondentes exames nacionais.
23. No caso de provas para alunos cegos, quem as transcreve para braille?
Compete ao Conselho Executivo designar o docente especializado na área da deficiência visual, responsável pela transcrição das provas em braille, ou solicitá-lo à respectiva Direcção Regional de Educação.
24. Quem corrige as provas de exame a nível de escola?
Depende da situação dos alunos:
· Se o aluno pretende concluir o ensino secundário e não se candidatar ao ensino superior, as provas são corrigidas na escola.
· Se o aluno pretende candidatar-se ao ensino superior, as provas, ainda que elaboradas a nível de escola, são corrigidas no Agrupamento.
25. Os alunos com dislexia são abrangidos por condições especiais de exame?
Sim. Além de poderem usufruir de tolerância de tempo suplementar relativamente ao tempo regulamentar da prova, podem ainda beneficiar de condições especiais de correcção das provas. Com esse objectivo existem duas fichas : a Ficha A – Apoio para correcção de provas de exame nos casos de dislexia e a Ficha B – Levantamento as dificuldades específicas do aluno relativamente à dislexia.
26. Os alunos com situações clínicas graves podem usufruir de condições especiais de exame?
Sim, de facto, os candidatos com necessidades educativas especiais decorrentes de situações clínicas graves que, requerendo cuidados médicos ou terapêuticos durante período prolongado exigiram, a nível da aprendizagem escolar no Ensino Secundário, adaptações curriculares e abordagens pedagógicas especializadas constantes no seu Plano Educativo Individual, podem beneficiar de condições especiais de exame, desde que autorizadas pelo JNE, após análise casuística.
27. Como deve proceder o estabelecimento de ensino relativamente aos processos de inscrição dos alunos com necessidades educativas especiais?
Findo o prazo da inscrição , os estabelecimentos de Ensino devem remeter ao DES, quando se trate de exames nacionais, ou às DRE's quando se trate de exames de equivalência à frequência, nos 5 dias úteis seguintes, a seguinte documentação:
1. Listagem dos candidatos a exame que pretendem ficar abrangidos pelas disposições
aplicáveis aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente;
2. Relativamente a cada aluno, mediante fotocópias devidamente autenticadas pela
Escola:
a) Requerimento - Anexo 1 da Norma 01;
b) Relatório médico da especialidade ou diagnóstico psicológico;
c) Documentos úteis para avaliação da deficiência (ex: audiogramas);
d) Relatórios - síntese dos professores de apoio educativo – 10º, 11º e 12º anos de escolaridade;
e) Fotocópias das actas dos conselhos de turma (10º, 11º e 12º anos) com
referência ao aluno em causa e eventuais referências a meios técnicos e pedagógicos utilizados em cada situação;
f) Plano Educativo Individual ( Art. 14º e 15º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto);
g) Fotocópia do boletim de inscrição nos exames;
h) Ficha B ( no caso de alunos disléxicos);
Alunos disléxicos
Nos 2 dias úteis após o fim do prazo da inscrição, o professor de apoio educafivo deverá entregar a ficha A e a ficha B devidamente preenchidas nos Serviços de Administração Escolar.
Da ficha A deve ser entregue fotocópia ao aluno.
A ficha B é enviada ao DES, conforme acima ficou referido.
28. Se um candidato requereu condições especiais de exame na 1.ª Fase e, se as requerer novamente na 2.ª Fase, a Escola necessita de proceder ao envio de todos os documentos referidos no ponto anterior?
Não, basta remeter ao DES ou à DRE respectiva, conforme a situação, o requerimento e fotocópia do boletim de inscrição.
29. Os alunos com NEE podem candidatar-se ao Contigente Especial para Candidatos portadores de deficiência física ou sensorial, para acesso ao Ensino Superior?
Sim, desde que satisfaçam as condições legalmente exigidas. Sublinha-se que os alunos que pretendam candidatar-se a este contigente devem ter em conta que ele só existe para a lª Fase de candidatura ao Ensino Superior.
ANEXO I – MODELO DO REQUERIMENTO PARA ESTUDANTES COM
NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS DE CARÁCTER PERMANENTE
EXAMES DO ENSINO SECUNDÁRIO – 2001
REQUERIMENTO DE APLICAÇÃO DO REGIME ESPECIAL DE REALIZAÇÃO DE EXAMES
PARA ESTUDANTES COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
ANO ESCOLAR DE ______/______ _______ª FASE
1. ESTABELECIMENTO DE ENSINO: ___________________________________________________
2. NOME: _______________________________________________________________________________
3. BILHETE DE IDENTIDADE:
3.1. NÚMERO: ___________________________
3.2. DATA DE EMISSÃO: _______/______/_______
3.3. ENTIDADE EMISSORA: ____________________________
4. REQUER:
4.1. ? MINUTOS DE TOLERÂNCIA SUPLEMENTAR AO TEMPO DE PROVA
4.2. ? PROVAS AMPLIADAS - A3
4.3. ? PROVAS EM “BRAILLE”
4.4. ? REALIZAR PROVAS EM COMPUTADOR
4.5. ? EXAMES A NÍVEL DE ESCOLA (46, 47 e 48 do Regulamento de Exames)
4.6. ? OUTRAS CONDIÇÕES, (a descrever)
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________ ______/______/2001
(Assinatura do aluno ou do Encarregado de Educação quando o aluno for menor ou impossibilitado de o fazer)
PARECER DO PROFESSOR DE APOIO EDUCATIVO (DESPACHO 105/97 DE 01.07.97)
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________/______/2001
____________________________________________________
(Assinatura do professor de apoio educativo)
PARECER DO ÓRGÃO DE GESTÃO DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________/_____/2001
__________________________________________________
(Assinatura do órgão de Gestão do Estabelecimento de Ensino)
DES
MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DO ENSINO SECUNDÁRIO Ficha A
NOTA EXPLICATIVA
DISLEXIA foi definida como “Incapacidade de processar os símbolos da linguagem”, ou ainda como “dificuldade na aprendizagem da leitura, com repercussão na escrita, devida a causas congénitas, neurológicas, ou, na maioria dos casos, devida expressamente à imaturidade cerebral”
Para iniciar e desenvolver com êxito o processo de leitura e escrita é necessário atingir uma maturidade nos domínios linguístico, motor, psicomotor e perceptivo, bem como uma dada capacidade de concentração da atenção, de memorização auditiva e visual, de coordenação visuomotora.
Se se verificarem distúrbios nestas áreas de desenvolvimento, a aprendizagem nas disciplinas escolars básicas - leitura, escrita, aritmética - poderá resultar deficitária. Por sua vez, os fracos desempenhos dos alunos nestas disciplinas, prejudicam todo o processo de aprendizagem, levando a sub-realização académica quase sempre generalizada, em qualquer dos diferentes níveis de ensino. Em cada caso, importa situar as dificuldades quer quanto aos referidos domínios quer quanto à codificação e descodificação da linguagem oral e ou escrita e quantitativa.
Um mesmo aluno não apresenta todos os sintomas que se aqui se referem, podendo apresentar apenas alguns deles. Num caso em que surgem apenas um ou outro destes erros ou dificuldades não significa que exista dislexia.
Para melhor comprensão, dos items considerados, exemplificam-se a seguir as diversas situações.
Os items referenciados com ** referem-se aos alunos que se apresentem à prova oral.
EXPRESSÃO ESCRITA
1- Desenvolvimento Linguístico
1.1 – expressa-se utilizando um vocabulário elementar para o nível escolar e área do conhecimento 1.2 – constroi frases sintáctica, e semanticamente incorrectas (ex: por fim o frade comeu a sopa - por fim comer sopa ) 1.3 – a linguagem escrita reflecte desorganização de pensamento (as ideias não se encadeiam, são dispersas, desligadas) 1.4 – expõe as suas ideias de forma abreviada, em estilo telegráfico
2 – Ortografia
2.1 – omite 1etras no início, no meio ou no fim das palavras (gosto-osto; sílaba-síaba;
levar-leva), sílabas (habitação/habição), palavras (estava a fazer malha-estava malha), acentos
(colégio-colegio), sinais de pontuação, cedilhas, hífens, etc. 2.2 – inverte letras na sílaba
(estante-setante),sílabas na palavra (pesquisa-quespisa) 2.3 – confunde letras de sons equivalentes (gabar-cabar), ou de forma próxima
(diálogo-biálogo), ou ditongos (fui-foi; então-entam) 2.4 – adiciona letras (flor-felore), sílabas (mandado-mandatado), acentos
(estava-estáva) 2.5 – repete 1etras(joelho-joellho), sílabas (sentido-sentitido), palavras (ia a sair-ia ia a sair), ou expressões (fomos ao cinema- fomos ao cinema e fomos...e fomos ...) 2.6 – reune várias palavras (às vezes-àsvezes; dizia-me - diziame) 2.7 – separa partes constituintes da palavra (motora-motor a; agarrado-a garra do) 2.8 – substitui 1etras de sons e formas bem diferentes (mercado-mertado) 2.9 – utiliza palavra da mesma área vocabular mas de significado diferente (avião - comboio) 2.10 – não respeita regras de concordância em género (a professora- a professor), em número (os testes-o testes) ou não utiliza o verbo na pessoa ou tempo adequados (nós corremos em gupo-nós corre em grupo; levava sempre- leva sempre) 2.11 – não respeita as regras ortográficas da língua (campo-canpo; longe-longue; mesa-meza; birra-bira, etc.)
3- Traçados Grafomotores
3.1 – escreve desrespeitando os espaços das margens e linhas, amontoando letras no final da linha 3.2 – os trabalhos apresentam-se riscados, garatujados, com palavras sobrepostas ou há uma desorganização generalizada dos espaços projectados
LINGUAGEM QUANTITATIVA
1 – Incorrecções
1.1 a 1.4 – Nas operações efectuadas, no desenvolvimento de cálculos, na trancrição de dados, na observação de gráficos, esquemas ou figuras, na utilização de fórmulas ou sinais, na compreensão de relações e orientações espaciais, etc., pode verificar-se que são omitidos ou adicionados alguns elementos, ou invertida a ordem ou posição de outros, ou ainda confundidos elementos equivalentes
**LEITURA
1- Fluência-Expressão-Compreensão
1.1 – com hesitações 1.2 – com paragens e recomeços/momentos de fluência intarcalados com hesitações 1.3 – inexpressiva/sem modelação de voz 1.4 – pontuação não respeitada/pausas impróprias 1.5 – não lê por grupos de sentido 1.6 – após a leitura, não recorda a informação que o texto contém 1.7 – não interpreta o texto adequadamente 1.8 – não compreende o que se pergunta e portanto sobre que deve incidir a resposta 1.9 – não revela sentido crítico ou raciocínio conclusivo consistentes
2 – Exactidão
2.1 – ao ler, omite letras (livro-livo), sílabas (armário-mário), palavras (iam ambos apoiados-iam apoiados), acentos
(está-esta) 2.2 – altera a posição das 1etras nas sílabas (prédio-pérdio-pédrio ou falar-faral), das sílabas na palavra (toma-mato) 2.3 – substitui letras de sons próximos (fila-vila), de traçados equivalentes (fato-tato) ou de orientações inversas (data-bata) ou ditongos (fugiu-fugio; levei-levai) 2.4 – acrescenta letras (solar-solare), sílabas (estalam-estalaram) palavras (chamaram o médico-chamaram depois o médico), acentos
(cadete-cadéte) 2.5 - “inventa” partes de palavra ou mesmo palavras inteiras (represa-refresca) 2.6 – “lê” uma outra palavra que de alguma forma se associa
(madrugada-manhã)
**EXPRESSÃO ORAL
1. Desenvolvimento Linguístico
1.1 – ao expressar-se oralmente utiliza um vocabulário pobre atendendo ao nível
escolar,etário e social 1.2 – constrói frases de estrutura simplificada ou incorrectas sintáctica e semanticamente (quando gosto muito, leio um livro depressa-quando depressa leio um livro gosto muito) 1.3 – expressa-se através de um discurso algo incoerente (não segue uma linha de pensamento com lógica) 1.4 – expressa-se de lacónica 1.5 - fala muito pouco e de forma inibida
ANO LECTIVO_____/_____
ESTABELECIMENTO DE ENSINO:
NOME COMPLETO DO ALUNO:
BILHETE DE IDENTIDADE N.º: ________________ EMITIDO EM (LOCALIDADE)________________
PROFESSOR DE APOIO EDUCATIVO (assinatura):
CONSELHO DIRECTIVO (assinatura):
OBSERVAÇÕES:
DATA ______/_____/______
Ficha B -Levantamento das dificuldades específicas do aluno,relativamente à dislexia
EXPRESSÃO ESCRITA
1-Desenvolvimento Linguística 2-Ortografia
1.1. Vocabulário pobre ?1.2. Sintaxe inadequada ?1.3. Articulação de ideias incorrecta ?1.4. Expressão abreviada ? 2.1. Omissões: letras ? sílabas ? palavras ?acentos ? sinais de pontuação ? sinais gráficos ?2.2. Inversões: letras ? sílabas ?2.3. Confusões: fonemas ? grafemas ? ditongos ?2.4. Adições: letras ? sílabas ? acentos ?2.5. Repetições: letras ? sílabas ? palavras ? expressões ?2.6. Ligações ?2.7. Separações ?2.8. Substituições ?2.9. Assimilações semânticas ?2.10. erros de concordância: em género ? emnúmero ? tempo/pessoa verbal ? desrespeito de regras ortográficas da língua ?
3-Traçados Grafomotores
13.1.Desrespeito de margens, linhas espaços š 3.2.Anarquia nos trabalhos, apresentação deficienteš
LINGUAGEM QUANTITATIVA
1. Incorrecções
1.1.- Omissão de elementos: números š parcelas š sinais š expoentes š1.2.- Inversões: números š parcelas š figuras/traços š 1.3.- Adição de elementos š1.4.- Confusão de Sinais š
LEITURA
1- Fluência - Expressão - Compreensão 2 - Exactidão
1.1 Hesitante š1.2 Arritmada š1.3 Expressão inadequada š1.4 Desrespeito da pontuação š1.5 Palavras mal agrupadas š1.6 Dificuldade de evocação dos conteúdos dasmensagens lidas š1.7 Dificuldade de Compreensão dos textos lidos š1.8 Dificuldade de interpretação de perguntas1.9 Dificuldades em emitir juízos e tirar conclusões 2.1 Omissões: letras š sílabas š palavras šacentos š2.2 Inversões: letras š sílabas š2.3 Confusões: fonemas š grafemas šditongos š2.4 Adições: letras š sílabas š palavras šacentos š2.5 Substituições š2.6 Assimilações semânticas
EXPRESSÃO
1 - Desenvolvimento Linguístico
1.1 Vocabulário pobre š 1.2 Sintaxe inadequada š 1.3 Articulação de ideias incorrecta š1.4 Expressão abreviada š 1.5 Inibição na produção linguística š
ANO LECTIVO _______/_______
HABILIDADES COGNITIVAS
1- Dificuldades
1. 1 - Reconhecimento de lateralizações: em si š no outro š no espaço real š no espaço gráfico š1.2- Integração de noções espaciais: orientação š estruturação š posição relativa š1.3- Compreensão de noções temporais: organização š decurso š sequência š1.4- Evocação 1 Compreensão de cadência rítmica š1.5- Discriminação auditiva de sons próximos š1.6- Retenção auditiva de estímulos sonoros š1.7- Análise e síntese de sons š1.8- Identificação e discriminação visual š1.9- Retenção visual de símbolos š1. 10- Categorização/ Identificação de categorias š1 .11 - Resolução de situações problemáticas š1. 12- Associação de ideias š1.13- Concentração da atenção š1. 14- Retenção / Evocação de conhecimentos š
AJUSTAMENTO EMOCIONAL
1- Insegurança ” 2- Revolta ” 3- Inibição ” 4- Isolamento ”5- Baixo auto-conceito ” 6- Baixa auto-estima ” 7- Desmotivação ”
Ficha B
NOTA EXPLICATIVA
DISLEXIA foi definida como “incapacidade de processar os símbolos da linguagem”, ou ainda como, “dificuldade na aprendizagem da leitura, com repercussão na escrita, devida a causas congénitas, neurológicas, ou, na maioria dos casos, devida expressamente à imaturidade cerebral”
Para iniciar e desenvolver com êxito o processo de leitura e escrita é necessário atingir uma certa maturidade nos domínios linguístico, motor, psicomotor e perceptivo, bem como uma dada capacidade de concentração da atenção, de memorização auditiva e visual, de coordenação visuomotora.
Se se verificarem distúrbios nestas áreas de desenvolvimento, a aprendizagem nas disciplinas escolares básicas - leitura, escrita, aritmética - poderá resultar deficitária. Por sua vez, os fracos desempenhos dos alunos nestas disciplinas, prejudicam todo o processo de aprendizagem, levando a sul-realização académica quase sempre generalizada, em qualquer dos diferentes níveis de ensino. Em cada caso, importa situar as dificuldades quer quanto aos referidos domínios quer quanto à codificação e descodificação da linguagem oral e ou escrita e quantitativa. Um mesmo aluno não apresenta todos os sintomas que se aqui se referem, podendo apresentar apenas alguns deles. Num caso em que surgem apenas um ou outro destes erros ou dificuldades não significa que exista dislexia.
Para melhor comprensão dos items considerados, exemplificam-se a seguir as diversas situações.
Os items referenciados com ** referem-se aos alunos que se apresentem à prova oral.
EXPRESSÃO ESCRITA
1- Desenvolvimento Linguístico
1. 1 - expressa-se utilizando um vocabulário elementar para o nível escolar e área do conhecimento 1.2 – constrói frases sintáctica e semanticamente incorrectas (ex: por fim o frade comeu a sopa-por fim comer sopa ) 1.3- a linguagem escrita reflecte desorganização de pensamento (as ideias não se encadeiam, são dispersas, desligadas) 1.4 – expõe as suas ideias de forma abreviada, em estilo telegráfico
2- Ortografia
2. 1 – omite letras no início, no meio ou no fim das palavras (gosto-osto; sílaba-síabe;
levar-leva), sílabas (habitação/habição), palavras (estava a fazer malha-estava malha), acentos
(colégio-colegio), sinais de pontuação, cedilhas, hífens, etc. 2.2- inverte letras na sílaba (estante-setante), sílabas na palavra (pesquisa-quespisa) 2.3- confunde letras de sons equivalentes (gabar-cabar), ou de forma próxima
(diálogo-biálogo), ou ditongos (fui-foi; então-entam) 2.4 – adiciona letras (flor-felore), sílabas (mandado-mandatado), acentos
(estava-estáva) 2.5- repete letras (joelho-joellho), sílabas (sentido-sentitido), palavras (ia a sair-ia ia a sair), ou expressões (fomos ao cinema- fomos ao cinema e fomos ... e fomos ... ) 2.6 – reúne várias palavras (às vezes-àsvezes; dizia-me diziame) 2.7 – separa partes constituintes da palavra (motora-motor a; agarrado-a garra do) 2.8- substitui letras de sons e formas bem diferentes (mercado-mertado) 2.9- utiliza palavra da mesma área vocabular mas de significado diferente
(avião-comboio) 2.10- não respeita regras de concordância em género (a professora- a professor), em número (os testes-o testes) ou não utiliza o verbo na pessoa ou tempo adequados (nós corremos em grupo-nós corre em grupo; levava sempre-leva sempre) 2.11- não respeita as regras ortográficas da língua (campo-canpo; longe-longue; mesa-meza; birra-bira, etc.)
3- Traçados Grafomotores
3. 1 - escreve desrespeitando os espaços das margens e linhas, amontoando letras no final da linha 3.2 – os trabalhos apresentam-se riscados, garatujados, com palavras sobrepostas ou há urna desorganização generalizada dos espaços projectados
LINGUAGEM QUANTITATIVA
1- Incorrecções
1.1 a 1.4 - Nas operações efectuadas, no desenvolvimento de cálculos, na transcrição de dados, na observação de gráficos, esquemas ou figuras, na utilização de fórmulas ou sinais, na compreensão de relações e orientações espaciais, etc., pode verificar-se que são omitidos ou adicionados alguns elementos, ou invertida a ordem ou posição de outros, ou ainda confundidos elementos equivalentes
**LEITURA
1- Fluência-Expressão-Compreensão
1.1 – com hesitações 1.2 – com paragens e recomeços/momentos de fluência intarcalados com hesitações 1.3 – inexpressiva/sem modelação de voz 1.4 – pontuação não respeitada/pausas impróprias 1.5 – não lê por grupos de sentido 1.6 – após a leitura, não recorda a informação que o texto contém 1.7 – não interpreta o texto adequadamente 1.8 – não compreende o que se pergunta e portanto sobre que deve incidir a resposta 1.9 – não revela sentido crítico ou raciocínio conclusivo consistentes
2 – Exactidão
2.1 – ao ler, omite letras (livro-livo), sílabas (armário-mário), palavras (iam ambos apoiados-iam apoiados), acentos
(está-esta) 2.2 – altera a posição das 1etras nas sílabas (prédio-pérdio-pédrio ou falar-faral), das sílabas na palavra (toma-mato) 2.3 – substitui letras de sons próximos (fila-vila), de traçados equivalentes (fato-tato) ou de orientações inversas (data-bata) ou ditongos (fugiu-fugio; levei-levai) 2.4 – acrescenta letras (solar-solare), sílabas (estalam-estalaram) palavras (chamaram o médico-chamaram depois o médico), acentos
(cadete-cadéte) 2.5 - “inventa” partes de palavra ou mesmo palavras inteiras (represa-refresca) 2.6 – “lê” uma outra palavra que de alguma forma se associa
(madrugada-manhã)
**EXPRESSÃO ORAL
1. Desenvolvimento Linguístico
1.1 – ao expressar-se oralmente utiliza um vocabulário pobre atendendo ao nível
escolar,etário e social 1.2 – constrói frases de estrutura simplificada ou incorrectas sintáctica e semanticamente (quando gosto muito, leio um livro depressa-quando depressa leio um livro gosto muito) 1.3 – expressa-se através de um discurso algo incoerente (não segue uma linha de pensamento com lógica) 1.4 – expressa-se de lacónica 1.5 - fala muito pouco e de forma inibida
HABILIDADES COGNITIVAS
1- se ainda não reconhece espontaneamente no seu corpo, no outro de frente, no espaço envolvente e nos espaços gráficos, os elementos que se situam à direita e à esquerda 1-2- não reconhece/não executa simetrias
(ex: ), falha no reconhecimento imediato de uma dada estrutura (ex: b q d p), ou na compreensão das distribuições espaciais de vários componentes (ex:? n ?? ) 1.3- lida mal com dados relativos à forma como o tempo se organiza (ex: a relação hora/minuto/segundo; o mês que se segue ou antecede um outro mês), não “encaixa” as acções ou tarefas nos tempos disponíveis (não interpreta adequadamente a passagem do tempo), não respeita a sequência com que os elementos de uma série ouvida ou os eventos de uma narrativa se sucedem no tempo (ex: ao fazer a repetição da série “Lisboa, Porto, Viana, Braga, Tomar, Faro” ou um reconto, perturba a sequencialidade) 1.4 – ouvida uma dada cadência rítmica que lhe é proposta, não a repete correctamente (ex: 000 . 0 .. 00) 1.5 – ao escrever, ao falar, ao executar, erra quanto aos sons equivalentes (vesta-festa) 1.6- oferecida uma série de palavras não a retém devidamente (ex: escutando verde/lilas/azul/preto/roxo/castanho-repete verde/preto/roxo...) 1.7- tem dificuldade em perceber quais os sons isolados que compõem um todo ou a partir de sons individuais compreender a sua junção num todo (ex: cofre-c/o/f/r/e e r/a/s/p/a-raspa) 1.8 – tem dificuldade em perceber diferenças mínimas em desenhos (ex: os habituais jogos “encontrar as
diferenças) 1.9 – apesar de procurar fixar visualmente, durante um tempo, uma dada estrutura de signos, erra ao reproduzi-la de imediato (ex: ?? ? ? ? a) 1. 10 – nãointegra devidamente certos conceitos prejudicando a compreensão ou reconhecimento de categorias (ex: reconhecer substantivo-adjectivo-verbo) 11.1 – perante novas situações problemáticas ficam bloqueados ou ansiosos, sem dispombilidade para as ultrapassar 1.12- pouca habilidade para estabelecer relações, associar dados 1.13 – a atenção é fugidia, os períodos de concentração são curtos 1.14 – aquilo que parecia já aprendido como que “se varre” da memória, em certos momentos
AJUSTAMENTO EMOCIONAL
As dificuldades sentidas, a incerteza de vir a relembrar o que foi “aprendido”, a soma de todos os inêxitos sofridos, a certeza da existência de barreiras no acesso à informação e no seu uso, desencadeiam porventura um certo tipo de comportamentos que sendo gerados pelas dificuldades, são geradores de novas outras dificuldades. Podem assumir atitudes que vão desde o desalento e desmotivação, à inibição, insegurança, baixa auto-estima, isolamento e revolta.