Blog de Anacristina

O amor entre cegos é tabu ainda hoje?

Olá, desta vez decidi escrever um artigo sobre o amor, porque me parece outra coisa que entre nós deficientes visuais, ainda parece uma coisa impossível de acontecer. Isso deixa-nos, talvez um pouco marginalizados.
E porque comigo aconteceram coisas do género, é também a vossa oportunidade para contarem vossas experiências. Eu tive muitas e desagradáveis.
Cheguei à idade de sentir algo diferente por alguém e isso aconteceu com um rapaz de minha turma. Todos se riram de mim, porque eu não podia, porque eu não era para ele, porque eu... enfim, tantas e tantas barbaridades que nem vale a pena falar. Mas não desisti. Ainda estava a começar a conhecer o mundo, mas já tinha quase a certeza que as pessoas neste sentido eram muito más. Doía-me muito porque apesar de tudo ele fazia mesmo de propósito para se mostrar, para me deitar abaixo com uma que era mesmo a sua suposta namorada. Nunca me acreditei, mas pronto. Fazia essas cenas à minha frente, eu afastava-me, afinal que tinha eu com isso? ele fazia a vida dele, eu a minha. Não gostava, paciência, eu faria os possíveis para me afastar, faria os possíveis por me esquecer. Mas nunca o perdoarei por isto. Hoje é meu amigo, mas nunca mais o perdoarei por isso. Fez de mim uma pessoa diferente dele, uma pessoa que não tinha as capacidades dele. E porquê? porque sempre gostei de dizer a verdade. E não aguentei mais e um dia pedi-lhe para falarmos. E disse-lhe que sentia uma atracção. Ele na altura compreendeu, explicou que não dava, porque na verdade ele não gostava de mim dessa maneira, que eu tinha de o esquecer. E pronto, gostei da frontalidade. Mas ele dizia que estava sozinho mas não estava. Estava sempre com colegas que o mandavam fazer isto ou aquilo... e isso também não lhe perdoo numca mais. E começaram as brincadeiras. Uns dias falava, outros eu nem sequer existia para ele. Outros era tão exagerado com a tal rapariguinha... até que comecei a ter o meu orgulho e isso a pouco e pouco deixou de me afectar. Mas nunca mais o perdoarei por isso.
Outra vez uma rapariga que também era cega contou-me que o namorado gostava muito dela, mas quando chegou à hora da verdade decidiu deixá-la, dizendo que era melhor para os dois, que fazia isso por amá-la, pondo em causa a sua deficiência.
Assim é a nossa sociedade. Quemnão tem uma anormalidade que atire a primeira pedra!

Comentários

Olá Ana, eu sou cego de um

Olá Ana, eu sou cego de um olho, e de 2003 para cá tenho tido vários problemas com o outro olho, descolamentos de retina e 1 transplante de córnea. Ando a procura de apoio, ajuda para lidar melhor com esta situação, procuro conselhos e partilha de opiniões.
Achas que dá para falarmos, utilizas o msn? deixo-te o meu:

Obrigado!

eu sou cego desde aos 18

eu sou cego desde os 18 anos de idade acidente automobilistico, aos 23 anos de idade conheci minha esposa ela enxerga e graças a deus nunca sofri preconceitos nessa area, começamos a namorar, fomos morar juntos, casamos, tivemos nossa filha hj com 6 anos Sophia, levamos uma vida normal de marido e mulher amo mto ela e sei q ela me ama tb, Deus tem sido mto generoso p comigo, me tirou a visao mas me deu uma familia linda, obrigada senhor, é possivel acontecer o amor entre um cego e uma pessoa vidente, eu cheguei a namorar outras cegas, posso dizer q a experiencia foi diferente, e p ser sincero prefiro as q enxergam, um abraço a todos Felipe

Felipe, mas será que não

Felipe, mas será que não estás sendo preconceituoso em relação às mulheres que não enxegam?

Eu acho que o primeiro preconceito que o cego tem que vencer é o preconceito contra si mesmo e seus iguais.

Pense nisso.

Abraços!

Amor ....

Olá Ana Cristina !!
Já há um bom tempo que não te encontrava !! loooool

Pois é, infelizmente ainda há muitas pessoas que nos marginalizam, mesmo no amor ... !!
Mas ... nem todos pensamos do mesmo modo, mal era se o fosse !! loool
E já começarm a haver pessoas q não pensam nem agem como as outras, pq estão mais sensibilizadas em relação aos cegos e demais deficiencias ... !!

Lamento muito, por teres tido azar logo no primeiro relacionamento ... !!
Eu tb já passei por muito .... e no fim fica a mágoa, o desapontamento ... !!
Mas nunca guardei rancores ... !!
E na maioria dos casos, um mês depois, quando já estavamos calmos e de relações cortadas, pedimos desculpa. e acabamos por ficar amigoss ... !!
Por amiga, guarda tudo o de bom, e bota fora os rancores e todos os outros sentimentos maus ... !! loool

Termino com a frase de um poeta
"Não fiques triste porque terminou, mas fica contente porque aconteceu"

Agradecimento

anacristina
Antes de mais quero agradecer vossa disponibilidade porque quando ponho posts não me posso queixar da falta de leitores.
Não guardo rancor desse meu amigo, mas estes episódios ficam sempre marcados. somos muito amigos, mas tudo que se passou está cá marcado, se calhar está à espera de outra oportunidade, ou não... e assim... sou amiga, mas já não me deixo levar facilmente.

Não é fácil manter uma relação de amizade, depois de uma traição

Olá amiga!

Na minha opinião, o que coloquei no assunto deste comentário é uma realidade, pois muito boa gente, depois de ficar com marcas de traição após a vivência de uma relação intensa, (e não é só de amor, mas sim também de amizade), não consegue sequer dialogar. Muitas vezes, nem suportam ver-se!Claro que isto tudo depende da forma como as coisas terminaram, mas..., que não é fácil na maioria dos casos, não!Talvez continues a ser amiga dessa pessoa porque ainda sentes algo especial por ele, ou porque, por ele te ter marcado em alguns momentos de forma positiva, não te consigas separar...
De qualquer modo, parabéns!
Beijinhos.
Tiago Duarte

Nem sempre é assim

Olá Tiago e Ana !!

Tiago,
tu dizes que depois de uma relação de amor (ou tb de amizade) traída, é dificil manter uma relação de amizade, certo ??

Mas não tem que ser necessáriamente assim, e há excepções q fojem à regra !!

A última vez que tive uma relação de amor, foi num campo de férias, em que as pessoas tão mais em contacto umas com as outras, em que se vive intensamente ...
E algures a meio da semana do campo, apaixonei-me por uma amiga minha
vivemos momentos lindos ... !! loool
Tava nas nuvens e as coisas corriam às mil maravilhas ..... !! looool
Mas no penúltimo dia, que era a noite aberta, em que vinham pessoas ter connosco e podiamos tar até às 500 ... ela enroscou-se com um dos meus amigos ...
Eu fiquei pior q estragado ... perdi o apetite de gozar a noite ... !! :-(
Mas aí os meus amigos, consolaram-me, e tentaram animar-me embora não resultasse muito ...
Fiquei muito magoado ... e as coisas terminaram de vez

Durante cerca de 2 meses, ela não me parava de chatear, mas eu queria que ela fosse morrer longe,ou seja, que me deixasse em paz ... !!
Mas depois fizemos as pazes e agora somos amigos !!
Por isso amigos, por mais magoados que tivessemos ficado, se soubermos perdoar, a relação de amizade não tem que ter necessáriamente um fim.

A amizadade permanece se o passado não regressar! Mas regressa..

Célia Almeida
Olá Filipe, Ana e Tiago!
vou-vos contar uma história real e que vivi, sobre uma amizadade, que termina como muitas terminam, ou porque são superficiais, ou porque as pessoas estão longe e extingue-se no espaço e no tempo. Esta história é totalmente diferente, mas a amizadade também termina. Neste caso termina porque o passado regressa sempre...

"Realmente eu concordo que quando acaba uma relação, que pelo que Filipe descreveu, nem uma relação foi. Tratou-se apenas de um envolvimento para além da amizade. Mas tanto nesta como noutras situações é possível manter a amizade. Eu sempre o fiz, e quando não haviam compromissos nem sequer explicações ou satisfações pedia.

Acontece que nem sempre isto se mantém no tempo, sobretudo quando se está afastado muitos anos e não se acompanha a evolução pessoal, profissional, emocional e até do próprio entendimento do que é a amizade. Recentemente vi-me a braços com uma situação deste tipo! Uma pessoa com quem tive uma relação descomprometida, que por vezes ultrapassava o limite da amizade, durante anos, e por quem já tive uma grande paixão, e que ele sabia e até de certa forma correspondia, apesar de haver sempre uma conjunto de esquemas que eu conhecia, mas aos quais nunca dei muita importância, porque na realidade quem estava sempre presente nos momentos importantes até era eu.

Um dia quando as coisas começavam a tornar-se mais fortes, num aniversário dele, numa grande festa que lhe preparei com todo o prazer, e porque não estive sempre presente, aconteceu a traição. Despachei-me tarde para entrar no convívio de amigos e colegas de faculdade, e eles tinham ido para a praia ao pé da casa onde estava a decorrer a festa. Quando cheguei à praia, tive a oportunidade de ver o tempo que quis o que acontecia, enquanto ele andava envolvido com outra, por fim e perante o pânico de alguns amigos levantei-me dirigi-me na beira da água em direcção a eles, mas não disse nada, afastei-me. Ele correu atrás de mim e perguntou o que se passava, apenas lhe disse que estava cansada e que queria que me levasse de volta para casa, até porque tinha exame 2 dias depois ainda não tinha estudado nada.

Sentiu-se obrigado a levar-me de volta para casa, e eu não disse nada e afastei-me, terminei os exames fui-me embora de férias, e não voltei, queria desistir do curso. No fim do Outono, início do inverno, apareceu na minha terra, telefonou para casa dos meus pais, foi-me buscar para almoçar, tentou atabalhoadamente explicar-se, e resolveu-se o problema e retoma-nos a amizade. Voltei à Universidade, segui o curso, embora nesse ano não tivesse ido às aulas, e apenas fiz os exames, mas acabei por dispensar em tudo por frequência. Amizade continuou e tudo voltou à normalidade, em havia os esquemas que eu conhecia, em que nos voltamos a envolver, mas era sempre a pessoa que estava presente. Terminei o curso um ano depois dele, começamos a afastarmos mais durante esse ano, porque ele estava a trabalhar e eu queria acabar o curso.

Depois do curso ainda fiquei até Maio do ano seguinte, embora muito ausente, vim embora, no final do verão comecei a trabalhar, longe de casa e fui viver sozinha, soube que tinha casado, mas ainda não tinha passado um ano do casamento, um dia estava a sair do trabalho e toca o telefone, e lá estava ele a dizer que estava à porta da minha casa, e onde eu estava. Estava a sair do trabalho e fui encontrar-me como ele e voltamos a envolvermos. Ao longo dos tempos ele voltou a procurar-me e sempre que eu permiti voltou sempre a acontecer o mesmo, sem que amizade ficasse beliscada, porque cada um seguia a sua vida.

A ruptura desta situação teve o fim no momento em que tenho um grave acidente de viação e vejo a vida em perigo durante 7 longos anos. Visitou-me algumas vezes, telefonou outras, encontramo-nos várias vezes quando eu ia a médicos, e a amizade continuou. No início no ano passado deram-me recuperada, apesar das sequelas e da deficiência que me foi atribuída, mas quando soube voltou ao ataque até que no final do ano aparece em minha casa e tinha estampado o desespero na cara, o casamento dele que nunca tinha começado bem, tinha falido totalmente apesar de ele ter voltado a tentar, e voltou a acontecer o mesmo que sempre aconteceu, mas desta vez teve a indecência de fazer promessas, e conseguir desenterrar os fantasmas à muito enterrados.

E nesse dia o passado voltou, como volta sempre que as coisas não ficam resolvidas na hora e no momento certo. Isto ía acabar por acontecer mais dia menos dia. Não era necessário que fosse como foi e da forma como foi.

Tudo o aconteceu durante este semestre, eu tive em parte culpa porque lhe terei dito que tinha necessidade de impor e estabelecer limites às pessoas que o rodeavam, para não carregar com o ar infeliz que tinha estampado na cara. Mas os fantasmas acordaram e até me terá passado pela cabeça ter uma nova relação com ele, mas cobrei-lhe tudo o nunca lhe tinha cobrado no tempo, ao longo de quase 20 anos, em Março encontro-me com ele e como não tinha cumprido as promessas que fizera, e porque se expos de uma forma brutal com perguntas que lhe disse não querer saber nada disso e para não me aborrecer. Perante a insistência dei-lhe uma bofetada, a que deveria ter dado à muitos anos atrás, e não dei. Perante esta contrariedade espancou-me violentamente, e foi tal a sova que me deu que colocou a minha vida em risco, uma vez que houve retrocessos no meu estado de saúde.

Estive 2 meses de cama com uma medicação pavorosa, e com a promessa repetida várias vezes de que vinha falar comigo e que me queria pedir desculpa pessoalmente e resolver a confusão que criou. Nunca veio, eu acabei por recuperar, mas não deixar de lhe cobrar as desculpas e a violência que exerceu sobre mim, e acabei por lhe dizer que ele me iria obrigar a ir atrás dele para ouvir o que tinha para me dizer. Um dia faz um telefonema relâmpago, e diz que estava separado em definitivo, mas que de momento não podia falar comigo porque estava a trabalhar e ia estar fora do país 3 semanas por mês e 1 semana cá, mas que assim que voltasse vinha falar comigo. Sem querer acabei por descobrir que isto não correspondia à verdade, e era uma forma de me manter quieta e calada.

Como nunca teve intenção de falar comigo ou pedir desculpa pelo que fez, acabei por juntar o útil ao agradável, e apanhei-o e pressionei para que falasse uma vez que eu já tinha dito tudo por sms. Falou contrariado, e tudo o que disse foi falso, até o pedido de desculpas que fez foi da boca para fora e sem consciência dos estragos que fez. O que ouvi dizer foi tudo falso, e descobri o estilo de vida pelo qual tinha optado por viver, que desiludiu totalmente.

Diz-me que me deseja que tudo me corra bem, e até isso foi falso, tanto que levou a resposta sentida e com ódio que lhe desejava que morresse, que era mau e perigoso. De facto tornou-se uma pessoa má, prepotente, arrogante e perigosa, que tem de me manter com medo dele para me calar, e para me punir, mas sobretudo para sentir que há alguém, sobre quem exerce poder e mostra a faceta de mau, para sentir que é alguém ou alguma coisa no mundo de gente.

Sabe que não tenho medo dele, que não calo e que o vou sempre chamar a atenção e dizer-lhe o que o espera e que vai acabar por perder tudo, e acabar mal e sozinho.

Como podem ver nem sempre a amizade subsiste eternamente, porque a história que lhes acabo de contar, é verdadeira e eu vivia, e foi assim que uma amizade, que teve tudo para ser muito mais, mas nunca o foi, terminou de uma forma brutal ao fim de quase 20 anos.

As amizades não são eternas, porque as pessoas mudam, e por isso elas extinguem-se ou acabam mal, como foi o meu caso. Esta amizade esteve durante muitos anos minada pela mentira e pela falsidade, e eu até sabia, mas fui desculpando, até porque achava que era derivado a problemas que eu nada tinha ver com eles. Mas não era só isso porque a dada altura tentaram envolver-me em confusões que para mim eram desconhecidas.

Parece-me que o aconteceu é que aquela pessoa que era minha amiga, criou distúrbios psicológicos graves com repercussões comportamentais graves, e quer tentar arranjar alguém a quem atribuir culpas como forma de atenuar as consequências, porque agora, com este novo modo e estilo de vida não esta melhor, está a ficar cada vez mais isolado e sozinho.

Já perdeu muito e vai acabar por perder mais para não dizer tudo, até uma filha que tem. Comigo dificilmente poderá voltar a contar como amiga, porque já não confio no que me possa dizer, porque predomina a falsidade e a mentira nas palavras dele."

Paciência, é assim que acabam muitas amizades e por muito menos…

Bem-haja para todos vós!

O perdão por vezes não ajuda

Olá Célia.

Fiquei deveras impressionado ao ler esta história. Realmente,a Célia tentou por diversas vezes perdoar o o mal que ele lhe tinha feito, e dar-lhe mais uma oportunidade, ainda que, como disseste, era um amor sem compromisso. Infelizmente, a pessoa não correspondeu às suas espectativas e, fruto dos danos causados, tiveste mesmo de cortar a relação com ele.

Inicialmente, até pensei que ia dizer aqui que eram coisas do destino que vos uniam, ou seja, aquela velha história, que parece tão rara nos dias de hoje, que diz algo como «eu nasci para ti, e tu para mim», mas no final é que percebi tudo.

Enfim, a vida é uma escola, mais importante do que qualquer outra!

É pelo facto destas coisas acontecerem que, na nossa personalidade, temos tendência para sermos mais cautelosos, com pé atrás, nas nossas decisões.

Beijinhos.
Tiago Duarte

Perdoar! e tudo mais não vale apena neste caso...

Célia Almeida

Tiago, conseguiste perceber, que todas estas minhas tentativas apenas foram levadas acabo por ter consciência que ele não está bem e que está totalmente desiquilibrado psicológicamente e emocionalmente, ao ponto de me bater.

Contudo o que me ias dizer, já várias outras pessoas mo disseram. Que isto é carma ou fruto do destino! também me dizem que isto é amor, e que sendo amor que este vence sempre!

Não parece que seja amor, e se o fôr este é doentio, e eu se assim fôr este não vai vencer vai destruir. Seja como fôr estou consciênte que esta história não acaba aqui, porque quando eu menos esperar ele vai estar à porta da minha casa, porque cometi a triste proeza de lhe dizer onde era. vai-me tentar aborrecer e dizer que eu é que percebi tudo mal, que não disse nada do que disse... e por aí fora...

Quando virei costas e vim embora ele ficou numa passadeira que eu cruzei e segui a dizer que ía apanhar um táxi. Espero que o tenha apanhado, que ele o tenha levado ao inferno, para aprender a dar valor à vida que tem. Eu vim embora e apenas me limito em o manter afastado, porque sei como o fazer, e sempre resultou e espero que continue a resultar.

Limitei-me a dizer-lhe que já mais volte a tentar ou tão pouco pensar em me fazer mal, ou bater-me e que o quero longe de mim, depois de já lhe ter dito que desejava que morresse, de forma sentida, porque assim não me volta a fazer mal a mim, nem a mais ninguém, muito menos a causar danos a terceiros, motivo pelo qual a filha, que não tem culpa, nbão tenha de sentir vergonha do pai...

Obrigado, pelo apoio, mas esta é apenas uma das, muitas, histórias que um dia eu vou ter para contar a quem me quiser ouvir...

Bem-haja.

É compreensível

Olá Célia.

É compreensível o que acabas de dizer, o teu desabafo, pois ele não tinha nada que te fazer o que te fez. Magoa muito, não só o físico, como a alma.

Se me quiseres adicionar no msn, e falar comigo, adiciona:

Beijinhos.

Tiago Duarte

Amizades terminadas

Olá Célia !!
Tudo bem ??

Realmente, fiquei impressionado com a tua história .... !! :-(
E acho q já aguentaste muito ... !!
Se calhar se eu tivesse no teu lugar, na primeira traição, deixava a relação de parte .... e depois ficava só amigo dele .... !!
Mas tb confesso q a carne é fraca ... e muitas vezes somos tentados ... e não conseguimos dizer não !!
Ele tornou-se numa pessoa má, e enfim .... !!
E pelo que dizes, sempre foi violão (gostava de amantes, .... )

Eu sei q 20 anos é muita coisa ... !!
Mas já pensaste na possibilidade, sem desenterrar os fantasmas do passado, ter uma conversa séria com ele como amiga, e ver o q se passa com ele ??
As pessoas não se tornam más à toa ... mas há factores q determinam essa conduta ... !!
E até tentar perceeber pq é que ele tem essa conduta, ... !!
Quem sabe após essa conversa, em que lhe faças ver a realidade dos factos, ele não caia em si ??
Decartando claro a hipótese de qq envolvimento ... !!

Como te disse na mensagem anterior, eu terminei com a minha amiga, agora somos amigos
Ela passou por muitos momentos difíceis e eu estive ao lado dela incondicionalmente, ajudando-a
Mas puz logo de parte a hipótese de novo envolvimento ....
Ela envolveu-se com um rapaz novo, e eu fz-lhe ver q isso não é correcto
Elaa tb terminou com o outro em q se enrroscou, e eu ajudei-a

Enfim ... !!
Cada caso é um caso, e eu acredito q em 90% dos casos é possível manter a amizade

Também acredito nas amizadades...mas não vou arriscar mais...

Célia Almeida

Filipe, na realidade eu acho que tens razão, mas o caso que contei é complicado. Na realidade eu na 1ª traição dei a coisa por terminada, até nem retomaria a amizadade não fosse o caso dele em insistir em me procurar.

Na realidade, eu nunca fui a namorada, fui só uma pessoa que era amiga, e que estava sempre presente. Eu era uma das amantes, só que na qualidade de amiga, companheira de aventuras, de faculdade, e cumplice em muita coisa, sabia da existências de outras. Eram muitos os esquemas...

Tentar falar com ele foi o que tentei, e queria saber o que se passava com ele e o que pretendia de mim. Não fala comigo e pelos vistos com ninguém, e para ouvir o que ouvi, e determinar os grandes desvios de conduta, foi precisso fazer uma espera, e galgar uma rua atrás dele para isso, e para que me disse-se o que disse de uma forma falsa. As razões desta conduta eu consigo determina-las, mas não vale de nada, porque não posso fazer nada para o ajudar, sob pena de levar mais pancada, que já deixou claro que o fazia, porque me culpas das asneiras que tem vindo a fazer. É daquelas pessoas que nunca cresceu, e como tal tem de ter arranjar sempre um culpado para o faz mal feito.

Também não fui eu que casei com ele, mas sempre que me procurava, não era a amiga que ele procurava era sempre a mulher...fui uma das amantes, porque seguramente ouve outras no tempo em que viveu com a mulher, porque a situação que me comunicou não foi que estava divorciado, foi que estava separado da mulher. O trabalho dele leva a que cerca de metade do ano esteja fora de casa, e mesmo assim o casamento segundo relatos dele foi um kaus!

Da parte dele só haverá qualquer conversa, no dia dia em que ele decidir que vai sair deste estilo de vida optou recentemente, e ele próprio colocar a hipotese de haver um envolvimento, mas relação não, apenas envolvimento. Se lhe permitir essa conversa, não estou a conservar a amizade, estou a assumir que lhe permito este tipo de comportamentos sempre que ele quiser e que ele vai ter a mulher quando quer.

Isto não é verdade, porque ele só será o homem que está comigo, quando eu quiser e não quando ele quer. Não sei se alguma vez voltarei a quer o homem, porque de mazoqista tenho pouco, e posso sempre voltar a ser o tambor onde ele bate quando está frustrado. O amigo já não vale apena porque se tornou tão mediocre que mais vale mante-lo longe do que tê-lo como amigo, porque isso significaria sempre um grande aborrecimento, por não termos nada em comum, e ele tenta sempre impôr os seus pontos de vista.

Neste caso a amizade demonstra-se quase impossivel, para minha tranquílidade. Apesar de ter quae a certesa, que ainda assim não me vejo fácilmente livre dele, porque quando eu menos esperar ele vai estar-me à porta de casa, com um distinta lata a dizer-me que não disse nada disto, e eu é não percebi o que me quis dizer, porque não foi o que disse, mas sim uma outra coisa qualquer. E se eu permitir vai voltar tudo a repetir-se, sabe-se lá durante quantos anos.

Outros amigos dizem-me que isto é amor, mas eu acho que não, porque se assim for esse amor é doentio. Eu não sou médica, sou apenas financeira. Médica é sim a mulher dele e mãe da filha, de quem ele apenas está separado, mas não divorciádo, por 2 motivos distintos: 1º porque parece-me que a mulher não lhe dá o divorcio, e 2º porque me parece que ele também não o quer e assim mantêm sempre um porto seguro para o receber, quando os esquemas em que se envolve acabam por falir.

Mas também não vou saber porque a mulher dele foi a minha traíção naquela festa de anos, à muitos anos atrás, e sabe o que fez, por isso pode ser que se mereçam um ao outro se isso voltar a acontecer.

A única coisa que lamento é apenas, a existência de uma criança, no meio disto tudo, que pode vr a sofrer com as consequências deste tipo de actitudes. Resta-me apenas dizer temos pena, mas parece-me que isto poderá ser muito mais complicado e pior do que parece, e o melhor é mesmo estar longe dastas broncas, e preservar a minha saúde, que já não é muita, mas se eu não a preservar, ninguém o vai fazer por mim.

De qualquer das formas, agradeço o teu apoio e a tua sugestão, mas por vezes também temos de ser um bocadinho egoístas, porque se não é a nós que são debitadas as facturas.

Obrigado! e Bem-haja!

Não há volta a dar ...

Olá Célia !

Realmente tens razão, e de facto não há volta a dar !! :-(
E como dizes, o melhor e manteres-te afastado dele ... !!

Dou-te um conselho: Se ele um dia bater à tua porta, não queiras nada com ele, corta logo sem qualquer agressividade (bofetadass, ... ), simplesmente corta ... !!
Do tipo: "Acabou-se e não me voltes a procurar" ... !!
Assim acabam-se os pesadelos, aquele medo q ele volte, ... !!

Agora tb te confesso umas coisas ....
- A morte não se deseja a ninguém, nem mesmo ao nosso pior inimigo, e eu vi na mensagem que respondeste ao tiago, que desejavas q ele morresse e fosse pro inferno. Esse pensamento é mto mau ... !! :-(
- É triste que ele tenha essa conduta e que se auto arruine cada vez mais .... !!
- Mas fico ainda mais triste pela criança, pois esta não tem culpa de nada, das asneiras dos adultos ... !!
Já pensaste: O q vai ser dela ??
A mim isso preocupa-me imenso ... e mais não é minha .... !! :-(

A criança foi sempre o que preocupou! por isso tentei ...

Célia Almeida

Olha Filipe, tu tens toda a razão quando dizes que a morte não se deseja a ninguém. Eu na realidade não lha desejo, mas por tudo que tem andado a fazer, e pelas consequências que causou a mim e outras pessoas, que não sei quais nem a quem, apenas sei que o fez, e sobretudo pela criança, que ainda ontem dizia que o pai estava no estrangeiro, quando na realidade não estava. Um pai que pelo que sei, ter-se-á deitado às 7h00 da manhã e esteve a dormir até ao almoço, pelo consegui apurar, e nem se preocupou com a filha que tem.

Não deixou de andar nos esquemas que tem até de manhã, e depois foi dormir um bocadinho. Será que se vai lembrar hoje que tem uma filha e a vai buscar ao infantário, em vez de deixar esse fardo para os pais dele, os quais ainda tem de a entregar à mãe...

Quanto a mim não há volta dar, mas estou certa que o problema se vai prolongar no tempo, assim como muitos outros que me causou e que estou neste momento a tentar resolver na Universidade Lusíada do Porto, onde estou a tirar o mestrado.

Pedi transferência para Lisboa, e estou a ser pressionada para não fazer. Neste ponto terei tomado a posição de que no Porto rectificam as coisas, ou vou para Lisboa. E ainda tenho o último recurso, que é não tirar o mestrado agora, e muito menos na Lusíada, onde estudo já 20 anos, nas mais diversas áreas...

Se ele aparecer à minha porta, já foi antes a casa dos meus país, os país dele já terão vindo ver o que se passa comigo e também já terão ido a casa dos meus país. Mas também já decidi á muito que em minha casa não entra, e vier com um ar humilde talvez consiga que eu o ouça, mas na rua, onde passa muita gente. No dia em que chegar e o vir lá eu posso entrar directo na garagem e ele nem se apercebe, porque troquei de carro e agora já não sabe qual o carro que tenho.

Tudo se vai resolver. Espero que abra os olhos ou que lhos abram para que a criança não seja penalizada, mas isso é função da mãe e ele até é médica, portanto deve saber o que fazer.

Obrigado, pelo apoio...

Bem-haja.

Infelizmente, ainda hà preconceitos

Olá amiga!
Infelizmente, o preconceito entre deficientes e pessoas ditas normais, ainda existe. Um dia, também me apaixonei por uma colega de turma, mas como era muito tímido, só à última da hora lhe declarei tal facto, depois do apoio de outras colegas. Escrevi-lhe uma carta a contar-lhe isso, e ela toda emocionada, disse que era lindo, e tal, mas qe ia pensar antes de tomar uma decisão.

Esperei, esperei, esperei..., até que não aguentei mais, e fui falar com ela, pois estava a sofrer demasiado, e eis a resposta: «sabes, eu já tenho namorado, por isso não te posso dizer que sim ou não».

Foi a minha primeira paixão a sério, apesar de não me ter envolvido com ela, mas nem por isso deixei de me sentir magoado e discriminado.
Acabei por esquecê-la. Mas eu sabia que ela sentia algo por mim, pois demonstrava em gestos isso mesmo. Só que o preconceito, apesar de, na altura em que lhe disse que sentia algo por ela dizer que isso era perfeitamente normal, foi mais forte.

Ana, sê igual a ti própria. Um dia, a tua hora chegará.

Beijinhos, e força.

Tiago Duarte

As relações amorosas nunca são fáceis.

As relações amorosas nunca são fáceis.

Eu tinha uma colega que gostava muito de um rapaz que era extremamente bem disposto e divertido. Ela era bastante tímida. Mas andou tanto atrás dele que acabaram por namorar. O namoro só durou dois dias... Ele disse à minha colega que não queria mais namorar com ela porque não se identificava com ela, nem com os colegas dela. Ele dizia que tínhamos conversas que nunca tinha pensado ter com os colegas dele. Ele estava habituado a falar do último modelo à moda de telemóvel ou de roupa... conversas superficiais que realmente nunca apareciam nas nossas conversas... Ele não se sentia a vontade connosco porque não tinha hipótese de poder comunicar connosco! Pelo menos assim pensou. E não o podemos culpar por se colocar numa posição em que se sentia mais confortável em vez de aprender a lidar com uma situação nova. Quantas vezes isso não nos acontece no nosso dia a dia! Reagimos de determinada maneira perante situações idênticas, e nem nos damos conta disso.

Eu tinha no meu trabalho uma pessoa que me irritava profundamente. Acabávamos sempre por discutir. Um dia decidi que não a iria encarar da mesma maneira. Cada vez que discutíamos, pouco tempo depois, ia pedir-lhe desculpa (eu também acabava por me passar completamente mesmo se fosse ela a começar). Então, ela também me pedia desculpa e aos poucos passamos a não discutir, a falar normalmente, e agora brincamos e entendemo-nos bem. Podemos não está de acordo mas entramos calmamente em consenso, o que não acontecia antigamente. Se me tivesse mantido com aquela maneira de pensar ainda hoje, muito provavelmente, sentiria rancor contra ela. Estou contente por isso já não acontecer!

As relações amorosas podem não resultar por causa de milhentas coisas que nem nos passam pela cabeça! No entanto temos de aceitar que assim seja porque as ideias que tem os outros são tão importantes para eles do que as nossas em relação a nós próprios. A diferença que encontramos nos outros, assusta-nos porque não sabemos lidar com ela. E é mais fácil evitá-las e fingir de que não nos preocupamos do que ter de as enfrentar. Eu acho que o melhor será tentar manter uma atitude que visa ir para melhor mesmo que a realidade nos mostre coisas diferentes. Tenho verificado que este pensamento nos traz boas surpresas na vida.

Beijinhos
Cristina