Oh, pesadelo d’Outono…
A Quimera de mil faces
Cujo olhar me degola,
Sufoca meu leve sono.
Por que acho seres perdição?
Que, com mil punhais de gelo,
Atacas meu vago sono,
Preenche-lo com aflição…
Oh, estrige noctívaga,
Que, com grito de dor cria,
Na noite, uma chama sombria…
Oh, o teu triste lamento!...
Tal o teu canto lúgubre,
De escuridão, e sofrimento...
