As escolas portuguesas vão ser capazes de proporcionar igualdade de oportunidades aos alunos invisuais dentro de dois anos. A garantia foi dada pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em Coimbra.
O secretário de Estado da Educação assegurou que dentro de dois anos, as escolas portuguesas são capazes de proporcionar igualdade de oportunidades aos alunos cegos e com baixa visão. Numa sessão evocativa do Dia Mundial da Bengala Branca na Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, Valter Lemos sublinhou que as escolas têm respostas para os estudantes cegos ou com baixa visão para uma “verdadeira igualdade de oportunidades”.
O governante salientou ainda que para assegurar esse objectivo é lançada uma rede de escolas de referência onde os alunos dispõem dos equipamentos necessários e de professores tecnicamente habilitados a trabalhar com eles. Esta rede de escolas é vocacionada para os invisuais e portadores de deficiências auditivas, mas há também escolas vocacionadas para os cuidados especiais (autismo e multideficiências) e para a intervenção precoce (para acompanhar o mais cedo possível essas crianças).
De acordo com o secretário de Estado, há 787 alunos com problemas visuais, dos quais 164 com ausência de visão, encontrando-se estes últimos distribuídos por 111 escolas. Por outro lado, também as famílias desses alunos, segundo Valter Lemos, deverão receber mais apoio, pelo que a acção social escolar será organizada de forma diferente.
Manuais Mais livros
Há 1.728 manuais escolares disponíveis para jovens com necessidades educativas especiais, 1.134 dos quais em Braille, para invisuais. De acordo com o secretário de Estado, ao longo do corrente ano lectivo serão disponibilizados mais 40 manuais para alunos com necessidades especiais.
Fonte: http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=70efdf2ec9b086079795c442... [1]