Lisboa, 05 Set (Lusa) - Metade das crianças com perturbações da visão e da audição identificadas na escola fica com o problema solucionado no final do ano lectivo, sendo as doenças crónicas mais fáceis de resolver, segundo um relatório sobre saúde escolar.
De acordo com o relatório da "Avaliação do Programa de Saúde Escolar", relativo ao ano lectivo de 2004/2005, da Divisão de Saúde Escolar da Direcção-Geral da Saúde, nesse período foram detectadas 28.852 crianças com Necessidades de Saúde Especiais (NSE).
Essas crianças manifestavam perturbações da visão, da audição, doença crónica ou outra e metade delas (52 por cento) tinham o seu problema tratado ou em tratamento no final do ano.
Em saúde escolar, "o apoio a crianças com qualquer tipo de problemas de saúde, detectado na escola ou referenciado pelos pais/encarregados de educação, exige um acompanhado ou um tratamento particular a fim de não comprometer as aprendizagens escolares", lê-se no documento.
Segundo o relatório, "a patologia crónica é mais fácil de resolver, ao contrário do que se verifica com as perturbações da visão e da audição".
"Os problemas auditivos têm uma resposta célere no Alentejo e no Algarve". As perturbações da visão, especialmente na região Algarve, "têm um tempo de resposta prolongada", já que no ano 2005 "apenas 12 por cento das crianças detectadas tinham o seu problema tratado no final do ano", segundo o documento.
De acordo com o relatório, dos 353 centros de saúde em Portugal, 347 (98 por cento) tinham equipas de saúde escolar e desenvolveram, nos últimos cinco anos, actividades do programa de saúde escolar de forma regular e sustentada.
As populações-alvo do programa de saúde escolar são alunos, professores, educadores de infância, auxiliares de acção educativa e pais a que, genericamente, chamamos comunidade educativa.
O documento refere que 7.819 escolas e 4.553 jardins-de- infância foram abrangidos neste período por actividades de acção escolar.
Beneficiaram destas acções 151.733 crianças de jardins-de- infância e 361.819 alunos do ensino básico e secundário.
Foram 7.808 os professores e 7.218 os educadores de infância que trabalharam com profissionais das equipas de saúde escolar dos centros de saúde.
Segundo os dados que constam no relatório, 76 por cento das crianças de seis anos e 35 por cento das crianças de 13 anos realizaram o Exame de Saúde Global (ESG).
O documento refere ainda que 92 por cento das crianças de seis anos que frequentavam escolas apoiadas pela saúde escolar tinham a vacinação actualizada.
A 07 de Fevereiro deste ano, os ministros da Educação e da Saúde assinaram um protocolo para a saúde escolar que visa o desenvolvimento de actividades de promoção da educação para a saúde em meio escolar, tendo como base as opções tomadas pelo Ministério da Educação no sentido da clarificação das políticas educativas de educação sexual e as opções tomadas pelo Ministério da Saúde no sentido da dinamização da promoção da saúde na escola.
Fonte: www.lusa.pt



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