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UTOPIA OU PRAXES? O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DO SURDO

por Lerparaver

Janaína da Cunha Soares

UTOPIA OU PRAXES?
O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DO SURDO.

1-Título: Utopia ou praxes?
O desenvolvimento cognitivo do Surdo.
2-Área de Concentração: Conhecimento e Inclusão Social
3-Linha de Pesquisa: Educação e linguagem

4 – Introdução
O interesse pelo mundo dos Surdos surge ao ler o livro Vendo Vozes: uma viagem ao mundo dos surdos, de Oliver Sacks. Após ter feito essa “viagem”, necessitei maior envolvimento com os Surdos e entrei para um curso de LIBRAS (Língua de Sinais), com 100 horas de duração, realizado no Ministério Ephatá (da Igreja Batista da Lagoinha), onde estive diretamente envolvida com indivíduos surdos. Foi um prazer - sem descrição possível - aprender diretamente com eles o que lhes é inerente, belo e natural. A princípio vi LIBRAS como um balé, depois se compreende a semelhança entre ambos, e a própria musicalidade do Surdo. A partir daí, surgem os questionamentos sobre o modo de alfabetização do Surdo, sua capacidade cognitiva, seu relacionamento com o mundo, sua valorização como ser humano, os preconceitos, a exclusão e todas as outras questões que geraram este projeto.
4.1-Descrição da Proposta:
O projeto propõe-se a analisar a capacidade cognitiva do surdo a partir de dados coletados entre os estudiosos da área e no cerne da própria comunidade de deficientes auditivos, tendo como objetivo o estudo da influência da Língua de Sinais Brasileira – LIBRAS – enquanto língua materna e/ou adquirida, na criação e recepção de signos lingüísticos e a utilização destes recursos no convívio com a sociedade monolíngue de seus pares.
A idéia é realizar um pré-trabalho com os deficientes auditivos alfabetizados e/ou não coletando ensejos comunicativos e as formas de comunicação em si, de maneira a revelar sua procura de intercâmbio com a sociedade e com os ambientes sociais através da LIBRAS. Tudo isso dentro de uma sociedade monolingüe e excludente quanto a qualquer tipo de deficiência ou “marginalidade”. Esse pré-trabalho trará material de pesquisa que espero seja consistente o suficiente para uma posterior lapidação, que resulte em projeto para defesa de mestrado.
Propõe-se também a que seja feito um estudo bibliográfico e um re(estudo) de obras bibliográficas que subsidiem o pré-projeto, a coletar material, a registrar formas e maneiras de comunicação, ensejos e dificuldades dos Surdos e a montar uma amostragem capaz de revelar mais sobre a capacidade de comunicação dos deficientes auditivos, sua ligação com a língua materna e sua afetividade, mostrando que não são coisas isoladas e sim irmanadas simbioticamente. O Ser não se desfaz do ter e o Ser existe e se faz visto ou comunicativo usando de mil artifícios para tal.
5 – Desenvolvimento
Para determinar os elementos primeiros e absolutamente simples de uma língua, a gramática geral devia ascender ao ponto de contato imaginário onde o som, ainda não verbal, tocava de certo modo na vivacidade mesma da representação.
Buscar o silêncio significa, precisamente, discutir o próprio estatuto da linguagem. Pensar o silêncio é colocar em pauta uma reflexão sobre os mecanismos da significação (...)
A língua como expressão, como sistema de sinais apropriados a uma notação (conforme o dicionário Michaelis), deflagra seu potencial criador. A linguagem, como conjunto de sinais (que podem ser gesticulados), e do qual o homem se serve para exprimir suas sensações ou idéias e sentimentos, traz sua capacidade de transformação do mundo embutida. É utopia ou praxes a Língua de Sinais dos Surdos (LIBRAS – Língua de Sinais Brasileira)?
Coincidentemente, LIBRAS – uma sigla – recorda o verbo librar, que significa fundamentar-se. A língua pode fundamentar uma linguagem e uma relação com a sociedade. Conforme Freire: “no momento em que a percepção crítica se instaura, na ação mesma, se desenvolve um clima de esperança e confiança que leva os homens a se empenharem na superação das ’situações-limites’” . O conhecimento traz a superação destas “situações-limites”, mostrando a capacidade sem limites de adaptação do ser humano.
A existência de uma língua visual, a língua de sinais, e das espantosas intensificações da percepção e inteligência visual que acompanham sua aquisição demonstra que o cérebro é rico em potenciais que nunca teríamos imaginado e também revela a quase ilimitada flexibilidade e capacidade do sistema nervoso, do organismo humano, quando depara com o novo e precisa adaptar-se.
Conforme o neurologista Oliver Sacks, as pessoas surdas vivendo juntas criam uma forma “visogestual “ intrincada. Sacks também escreveu a apresentação d’O Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilingüe da Língua de Sinais Brasileira. Tal dicionário traz uma vantagem a mais para o deficiente auditivo: além dos gestos e da definição do sinal existe a informação de sentido na forma de desenho, o que leva o surdo a um universo visual – ilustrado por Silvana Marques – que possibilita ao indivíduo não alfabetizado aprender LIBRAS. “Em 1920 Juan Pablo Bonet (...), publicou o primeiro livro sobre a educação de surdos, intitulado ‘Reduccion de las letras, y arte para enseñar a hablar los surdos , hoje temos um dicionário tão avançado e infelizmente não tão acessível financeiramente falando (o custo é alto, embora a relação custo-benefício seja compensatória), o que monopoliza o conhecimento.
Há de se diferenciar a linguagem visuo-gestual da mímica, visto que a primeira trata-se de princípio muito mais abrangente e vivo. Tal polêmica por si só seria subsidio para um projeto. Conforme Sacks nos mostra, o uso lingüístico do rosto é exclusivo dos usuários da língua de sinais, sendo bem diferente do uso do rosto que é normal, afetivo, e, de fato, possuindo base neurônica diferente. Além disso, as comunicações por sinais não são uma sucessão de ações instantâneas e “congeladas” no espaço e sim uma seqüência rica e com um dinamismo de movimentos e pausas análogas à fala ou à música. “(...)tomemos cuidado com as generalizações. Estamos sempre ameaçados pela tendência a acreditar que o outro seja homogêneo ”.
O desenvolvimento cognitivo do Surdo passa pelo processo de aquisição precoce da língua de sinais.
Crianças começam a adquirir linguagem ainda no primeiro mês de vida e já se observa a atividade de regiões esquerdas cerebrais lateralizadas semelhantes ao observado em adultos bem antes da produção da fala. A privação sensorial auditiva leva a uma reorganização das funções corticais. Desta forma, a surdez induz uma lateralização atípica onde a memória será alocada, enquanto que a aquisição de uma lingua de sinais proporciona uma melhora na realização de tarefas visuo-espaciais.
Embora muitas famílias não admitam e queiram oralizar seus filhos surdos; sendo que, conforme Hammed: “amar não significa esperar que alguém nos satisfaça todos os anseios e necessidades que cabe só a nós satisfazer”. Assim é com o Surdo. Cabe à família participar desse momento de cognição de seu filho, sendo que cognição, palavra de origem latina, pode ser traduzida como “ aprender através da experiência”. Domínguez in Absurdo ou lógica? Diz que
Os pais deveriam compreender que a exposição do bebê desde cedo a um entorno de língua de sinais lhe permitirá simbolizar o mundo e desenvolver através da linguagem funções emocionais e intelectuais importantes, aproveitando os períodos neurolingüísticos mais favoráveis para a aquisição.
Sacks ainda acrescenta que assim que a comunicação por sinais for aprendida – e ela pode ser fluente aos três anos de idade -, tudo então pode decorrer: livre intercurso de pensamento, livre fluxo de informações, aprendizado da leitura e da escrita e, talvez da fala. Não há indícios de que o uso de uma língua de sinais iniba a aquisição da fala. De fato, provavelmente ocorre o inverso. A língua de sinais transforma o indivíduo, e ele torna-se capaz de fazer coisas que antes não fazia. O crescimento como ser humano é notório. Outro detalhe é que crianças surdas filhas de pais surdos têm melhor desempenho na escola. Sendo que crianças surdas filhas de pais ouvintes apresentam maior dificuldade tanto para aprender a Linguagem de Sinais quanto para se alfabetizarem (são dois mundos... o visuo manual e o oral auditivo).
(...) o sujeito surdo encontra-se imerso em um ambiente lingüístico-cultural que não lhe propicia outro meio de comunicação senão um pidgin – fala simplificada, mistura de mais de uma língua - , cuja base gramatical seria a da língua oral portuguesa, sendo os elementos formadores do léxico extraídos da língua espaço-visual LIBRAS.
Mas a própria medicina ainda vê o surdo como um deficiente, um portador de um mal irremediável que irá afastá-lo da sociedade, colocando-o á margem da mesma.
a ação educativa e terapêutica, norteada por uma visão tecnicista, normatizante e dominadora, não tem feito senão submeter o sujeito surdo a imposições, no sentido de que ele tem-de-ser “ouvinte-falante” como os demais considerados “normais”. Submisso aos desejos do outro, o surdo perde “a si mesmo” e as próprias possibilidades de ser-no-mundo. Compreender o sujeito surdo como um ser de possibilidades é o caminho para a construção de um homeme livre, ator e autor de sua própria existência.
Sacks expõe a importância de se saber se o Surdo é natissurdo ou se a surdez veio com o passar do tempo, ou ainda por algum acidente e diz ainda que os natissurdos não vivenciam o silêncio, (uma vez que não conhecem o som). Há ainda, aqueles parcialmente surdos, que podem se valer de próteses com vários graus de potência e se oralizar ou aprender leitura labial
Existe uma tendência á marginalização das minorias, e o Surdo como minoria que é, não sofre menores preconceitos. Querem roubar-lhe o direito á utilização de sua língua nata, que é uma língua visuo-gestual e “normatizá-los”, enquadrando-os num mundo oral.
Querem que sejam como os ouvintes, quando são surdos; querem que falem uma língua oral, quando o seu principal canal de acesso não é o oral-auditivo, mas o visual; querem que se desenvolvam intelectualmente, mas não lhe permitem desenvolver suas habilidades cognitivas naturais. Não querem que eles sejam eles próprios, mas que se espelhem nos modelos que lhes são impostos, e querem que se sujeitem a isso. Com isso, o que fazer senão se voltarem para entro de si mesmos, buscando na sua capacidade biológica de linguagem uma linguagem própria, toda sua, uma maneira de dizer as coisas do jeito que sabem, resistindo a toda pressão e opressão, colocando as coisas conforme as vêem, conforme as sentem e percebem.
Nadir Haguiara-Cervellini pergunta: que outras possibilidades podem ser descortinadas para que o surdo se humanize, se encontre e se realize como ser humano? Podemos responder a esta pergunta a partir da perspectiva de Vigotsky (in Sacks ) chega á educação especial dos surdos: o instrumento cultural alternativo, para eles, é a língua de sinais – uma língua que foi criada para e por eles. A língua de sinais está voltada para as funções visuais, que ainda se encontram intactas; constitui o modo mais direto de atingir as crianças surdas, o meio mais simples de lhes permitir o desenvolvimento pleno, e o único que respeita sua diferença ou singularidade.
Decorre dessas afirmações que a inclusão do aluno surdo não deve ser norteada pela igualdade em relação ao ouvinte e sim em suas diferenças sócio-histórico-culturais.
As práticas oralistas (monolíngues) devem ser revistas e dar espaço para o bilinguismo. Trata-se de um movimento transformador da educação como um todo, da quebra de preconceitos e da adoção de novas práticas pedagógicas. Faz-se necessário ver o homem como ser histórico e conferir á linguagem seu devido lugar na constituição da consciência. Como diz Marília da Piedade M. Silva : é necessário assumir uma dimensão sóciopolítico-antropológica na educação dos surdos, entendendo que a LIBRAS não seja apenas tolerada e a fala não seja seu objetivo principal na instituição escolar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei Número 9.394/1996), em seu artigo 58, Capítulo V, define a Educação Especial “ como modalidade escolar para educandos portadores de necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino. (...) Estabelece também que os sistemas de ensino deverão assegurar, entre outras coisas, professores especializados ou devidamente capacitados para atuar com qualquer ‘pessoa especial’ em sala de aula. Admite também que, nos casos em que necessidades especiais do aluno impeçam que se desenvolva satisfatoriamente nas classes existentes, esse teria o direito de ser educado em classe ou serviço especializado”.
Há ainda a Declaração de Salamanca que diz no seu artigo 19, assumido pelos nossos órgãos oficiais: “Política educacionais deveriam levar em tal consideração as diferenças e as situações individuais. A importância da linguagem de sinais como meio de comunicação entre surdos, por exemplo deveria ser reconhecida”. Desse modo enfatiza a necessidade de transformar-se a Educação como processo, como um todo.
Não é possível deixar de lado a revolução na Universidade de Gallaudet, ocorrida nos anos 70, onde os alunos fizeram uma greve exigindo um Reitor Surdo. A campanha era “Reitor Surdo Já”. O movimento foi tão vivo e consciente que levou ‘a renúncia da reitora dra. Zinser, na noite de 10 de março. O protesto era vanguardista e trazia uma tendência crescente e nacional e como a própria dra. Zinzer disse ao renunciar: “ Fui sensível a esse extraordinário movimento social dos surdos” . E eles conseguiram não apenas seu Reitor Surdo (King Jordan) mas o apoio de surdos e ouvintes para sua causa numa extensão jamais imaginada. O episódio de Gallaudet mostra que os surdos têm uma vida não patológica, significativa, política e que são capazes de assumir o controle das “coisas”. Gallaudet trouxe aos surdos uma nova visão de si mesmos, com mais auto-confiança e dignidade.
Mas na escola oralista ainda não se incorporou esse grupo de uma língua viva e marcada por muitas “vozes”, capaz de reconstruírem sentidos e que necessitam de um aprendizado bilíngüe. Tal comportamento cria tensões entre os grupos que freqüentam o mesmo ambiente educacional e diminui o rendimento dos alunos Surdos, que permanecem como categoria excluída/oprimida.
Talvez o melhor caminho para a cognição do surdo seja o Bilingüismo Diglóssico, que seria o uso separado de duas línguas em situações distintas, na educação do surdo. Respeitando sua língua nata, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).
6-Objetivos

6.1-Geral

Observar, a partir de bibliografia correlata e do processo prático de relacionamento com os surdos: a importância da linguagem de sinais, a convivência sócio-cultural dos deficientes auditivos na sociedade e na família, sua inserção no ambiente escolar e a discriminação sofrida pela “classe”.

6.2-Específicos

6.2.1- Analisar na bibliografia escolhida e em outros livros relacionados como os surdos são vistos por diversos autores dentro de variados contextos tendo como alvo o processo cognitivo do Surdo.

6.2.2- Estabelecer contato com comunidades surdas para interagir com os seu processos de comunicação e expressão, especialmente a linguagem de sinais.

6.2.3- Investigar o que existe de verdade/ficção no tratamento do surdo pela sociedade como “classe” e/ou como excluídos.

6.2.4- Coletar dados estatísticos e informações sobre como o surdo se sente dentro da sociedade.

7-Metodologia

Para atingir os objetivos propostos, será realizada uma leitura crítica e análise de produções literárias que se relacionem ao tema proposto, além da (re)leitura das obras que se encontram citadas na bibliografia e que já foram exploradas na execução desse projeto, para que sirvam de sustentação e embasamento para o trabalho.
Contato direto com comunidades surdas para convivência/vivência da linguagem e dos problemas enfrentados pelos mesmos, com objetivo de estar analisando e coletando dados sobre sua capacidade cognitiva e interagindo com um ser comunicativo, consciente, racional e emotivo e sua linguagem.

8-Plano de Trabalho
1- Introdução: O surdo como ser consciente
2- O Surdo no contexto literário
3- O Mundo pessoal do Surdo
4- O Surdo na sociedade
5- MonolinguismoXBilinguismo
6- Capacidade cognitiva do Surdo
7- Receptividade do surdo como sujeito social
8- Conclusões
9- Bibliografia.

9 -BIBLIOGRAFIA

BERNARDINO, Elidéa Lúcia. Absurdo ou lógica?: a produção lingüística do surdo. – Belo Horizonte: Editora Profetizando Vida, 2000.
Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilingüe da Língua de Sinais Brasileira, Volume I: Sinais de A a L/Fernando Capovilla, Walquíria Duarte Raphael (editores); [ilustrações Silvana Marques]. – 2ª ed. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2001.
Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilingüe da Língua de Sinais Brasileira, Volume II: Sinais de M a Z/Fernando Capovilla, Walquíria Duarte Raphael (editores); [ilustrações Silvana Marques]. – 2ª ed. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2001.
Carneiro, Ligia L. F. (2005). Surdez: perdas e ganhos. Ciências & Cognição; Ano 02, Vol.06, p. 142-144, nov/2005. Disponível em www.cienciasecognicao.org
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. tradução Salma Tannus Muchail; revisão Roberto Cortes De Lacerda. – 3ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 1985.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido, 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
HAGUIARA-CERVELLINI, Nadir. A musicalidade do surdo: representação e estigma. – São Paulo: Plexus Editora, 2003.
Linguagem de Sinais. Editora Associação da Torre de Vigia de Bíblias e Tratados – São Paulo, 1992.336p.
MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. – São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998 – (Dicionários Michaelis).
RODRIGUES, José Carlos, O Corpo na História. – Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1999.
ROCHA, Luiz Carlos de Assis. Como elaborar trabalhos acadêmicos. 4ª ed. Ver. Belo Horizonte: Ed. do autor, 2004.
SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos; tradução Laura Teixeira Motta. – São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
SANTOS, Luis Alberto Brandão. Um olho de vídro: a narrativa de Sérgio Sant’Anna. – Belo Horizonte: UFMG/FALE, 2000.
SILVA, Marília da Piedade Marinho. A construção de sentidos na escrita do aluno surdo. – São Paulo: Plexus Editora, 2001.
SILVA, Thaïs Cristófaro. Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. 6ª ed. (revista) – São Paulo: Contexto, 2002.