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Acessibilidade no ensino superior

por Lorena

Nos últimos anos, as pessoas com deficiencia visual estão chegando nas universidades, o que é algo muito bom. No entanto, esbarram na barreira da falta de acessibilidade. Diante da necessidade e dos constantes apelos, a Universidade de Passo Fundo, onde trabalho, criou um espaço com equipamentos e profissional especializado para dar conta do direito das pessoas cegas ou baixa visão. Além disso, oferece apoio pedagógico , aulas de informática, conforme o aluno necessitar. No início de cada semestre, uma pessoa da equipe especilizada faz o serviço de apoio itinerante com os professores. Eles são orientados sobre a deficiencia visual e os procedimentos pedagógicos que ele deve adotar para que seu aluno tenha acesso ao conteúdo específico. Os professores, então, vão mandando durante o semestre o conteúdo que vai trabalhar em sala de aula para ser transcrito em braile. A agência de Rádio da Universidade de Passo Fundo produz os livros em áudio e o SETOR DE ATENÇÃO AO ESTUDANTE produz todo material em braile e ou ampliado. foi uma caminhada muito interessante no início porque os professores dizem não estar preparados para a inclusão. Mas, a verdade é que se tiver uma prática institucionalizada, os professores se adequam e o mais importante entendem que precisam oferecer para o aluno todas as condições para que seu aprendizado aconteça de fato.
Bem, a minha questão é: como está a questão da acessibilidade na sua Universidade para alunos com deficiencia visual? Quais outros recursos podemos utilizar?

Cara Lorena:

Tomara que esse bom exemplo da Universidade de Passo Fundo se multiplique!
Parabéns a todos envolvidos com o programa de acessibilidade.
Acredito que a incrementação de cursos de ensino à distância, voltados para portadores de deficiência visual, também serão bons parceiros nos processos de aperfeiçoamento educacional.

Abrahão

abrahão

Oi, Abrahão, que bom que respondeste! Obrigada. A UPF está no caminho. Estamos incrementando o trabalho com outras idéias, mas e tu conheces a realidade das universidades brasileiras no que se refere à acessibilidade?

lorena

Boa tarde,

Sou acadêmica de Arquitetura e Urbanismo e estou elaborando de TFG (trabalho Final de Graduação) um projeto de uma faculdade para pessoas com e sem deficiência, englobando os deficientes visuais, auditivos e físicos. Gostaria que compartilhassem um pouco mais os projetos que vem sendo estudos ou aplicados!

No aguardo

Abraço

Ana Paula

Oi, Ana Paula, tudo bem? Hoje em reunião na Universidade de Passo Fundo discutimos um projeto de acessibilidade arquitetônica para o Campus. Minhas colegas apresentaram um projeto para adequação dos espaços, tudo baseados em fotos, ou seja na realidade. Na verdade, todos os prédios têm elevadores, mas na maioria dos prédios as rampas estão inadequadas, não tem piso tátil em todos os prédios, somente em alguns. Hoje fizemos um mapeamento da realidade. A partir de agora vamos firmar parceria com a arquitetura e a engenharia para colocarmos em prática nosso projeto. Vc pode me mandar seu e mail e eu te passo o e mail das colegas responsáveis pelo projeto. Já falei pra elas sobre o que tu me pediste e elas não vêm problema de te passar as informações que precisas. meu email: lorenilucas@yahoo.com.br
abraços
Lorena

Caro Lorraine, acho que é o comentário muito interessante, estou trabalhando em um projeto de acessibilidade na Guatemala, na organização do "Colectivo Vida Independente", e eu gostaria que o seu parecer sobre o transporte público em Curitiba, o bom eo ruim dele, você apreciá-lo se você puder me orientar sobre as organizações das pessoas com deficiência em Curitiba para entrar em contato com eles.
Muito obrigado.

Juan José Mendoza

Olá, Juan, eu não conheço muito bem como funciona a acessibilidade do transporte público de Curitiba, mas posso pesquisar. Conheço algumas pessoas que moram lá. Posso te mandar uma cartilha aqui do RS sobre isso. me mande teu e mail que eu te mando algumas coisas que eu tenho.
Meu e mail é lorenilucas@yahoo.com.br
Abraços
Lorena

Olá, Juan, estou te mandando um site aqui do RS da FADERS. Tu vais encontrar muita coisa interessante sobre acessibilidade. Abraços
Lorena

http://www.faders.rs.gov.br

Lorena,
Conheço o trabalho do pessoal de psicologia da Universidade Federal Fluminense muito interessante no assunto de acessibilidade e divulgo o site deles para conhecê-los: http://www.proac.uff.br/sensibiliza/

Quanto a acessibilidade na cidade de Curitiba, encontra-se concentrada no centro, com pistas táteis e semáforos com emissão de sons. A primeira rua com pista tátil não é muito adequada, mas a que colocaram na Rua Marechal Deodoro, ficou bem apropriada. O transporte coletivo de Curitiba é bem estruturado e existe um alto falante que anuncia a próxima parada e cuidados dentro do ônibus. Nos tubos de parada de ônibus tem um elevador para cadeirantes e todos os veículos tem espaço reservado para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, perto da porta da saída.
O que eu vejo nas universidades de Curitiba são guias das ruas rebaixadas e pistas táteis. Em algumas tem o mapa em relêvo para localização dentro do campo universitário. Na Universidade Federal do Paraná tem o setor NAPNE - Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais, deixo o site para conhecer: http://www.prograd.ufpr.br/napne.html

Boa sorte com sua pesquisa,
Abraços,
Lumiy
http://lumiy.wordpress.com

Oi, Lumiy, muito grata pelas informações, vou repassá-las para uma pessoa que me perguntou, mas eu não sabia por não conhecer a realidade de Curitiba. Vou acessar os sites que me recomendaste.
Abraços
Lorena

Venho pedir opiniões aos actuais ou ex-frequentadores das universidades portuguesas pelo seguinte: infelizmente, ficarei sem o meu emprego daqui a nada. Como agora se tornou vulgar estudar quando há falta de emprego, deu-me para considerar essa opção já que em tempos, não o fiz, porque o que eu queria era trabalhar para concretizar outros projectos que só um ordenado agradável me poderia ajudar a realizar. Com isto, queria saber onde me posso informar sobre o processo de candidatura que no meu caso deverá ser diferente daquele que é formalizado para os alunos que vêm do secundário. Também gostaria de saber se as pessoas deficientes têm algum tipo de isenção das propinas. obrigado a todos.

Olá, por favor, entre em contacto comigo pelo e-mail amcsilva @ letras.up.pt.

Talvez tenha respostas para as suas questões.

António Silva