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Comigo uma vez aconteceu o mesmo
Submetido em Segunda, 14/04/2008 - 09:44 por AnacristinaanacristinaComo todos devem saber, porque já o disse no meu blog muitas vezes e sei (graças a Deus!) porque os meus textos têm dado polémica, que sou uma estudante e ando no 11º ano.
Mas isto aconteceu quando andava no sexto ano e quem conhecer muito bem a rua de Júlio Dinis sabe que é uma rua perigosa, especialmente para quem atravessava para a Gomes Teixeira. A rua tem um cruzamento e quem for para o meio deste corre sérios riscos de... ficar reduzido a alma e ossos!
Mas isso não está em questão. Ali há sinais sonoros. Espero que o sinal apite e passo. Qual não é o meu espanto quando sinto um valente puxão? E graças a Deus que isso aconteceu. Porque se não me agarravam com tanta força eu era reduzida a ossos e alma. Porque o condutor, para além de ir com uma pressa extraordinária, ia com o sinal vermelho para carros... lembro-me nitidamente de sentir um vento... mas o condutor... já ia a quilómetros! E dou graças a Deus por estar aqui a escrever, comentando este episódio que podia ter acabado mal. Ainda há gente boa que nos socorre a tempo. Fiquei com uma valente dor no ombro e no pescoço devido ao impulso do senhor que me puxou para trás... e ficou esta dor por uns dias... mas foi melhor ficar empanada dos ombros do que ficar debaixo do carro!
Isto para dizer que cada um pensa em si e que não vêem que há outros que precisam ter a certeza que vão atravessar em segurança. De que vale o sinal sonoro se de repente acontece o mesmo e já não há aquele puxão enorme? E se vamos já tranquilamente a atravessar... e o carro vem a alta velocidade e apanha-nos? Nós vamos bem, mas quem vai em excesso de velocidade... para dizer a verdade, na rua sinto muito medo em atravessar ruas. Ainda me lembro deste episódio e isso ainda me faz pensar duas vezes antes de atravessar.
Mas na Sexta-feira aconteceu algo que me deixou contente. Não porque desejo mal às pessoas, mas porque é falso que a polícia não faz nada.
Atravessei uma rua e um carro estava em cima do passeio. Foi uma enorme barreira porque estava no meio da rua, tentando contornar o carro. Um polícia viu-me e multou aquele condutor. Sinceramente senti-me feliz. E... ainda bem que ele não me conhece! pois eu vou marcá-lo para toda a vida! lool! se me conhece, nunca mais me esquecerá... que bom! que irónico! Passarei e ele...
- aquela que me fez pagar uma multa!
Então já sou alguém à face da terra.